02/05/15

Sacha, uma história deliciosa

O Sacha ia connosco para todo o lado, exceptuando os locais onde a entrada de cães era interdita.
Como normalmente acontecia, levava-o comigo ao balcão do banco e o meu amicão, imperturbável, mantinha-se sempre ao  meu lado.
Um certo dia, a fila de espera demorou mais tempo do que era habitual e quando chegou a minha vez de ser atendido, ele demonstrou a sua impaciência e zás!
Vá de apoiar as patas no balcão, deixando o funcionário de tal modo assarapantado que logo recuou dois ou três passos.
Para repor a tranquilidade, disfarcei o sorriso e apenas me ocorreu dizer:
Não se assuste porque é um cão muito dócil, apenas não lhe agradam as longas esperas e, como sabe que eu pretendo inclui-lo como membro da conta, está ansioso por preencher e assinar a ficha de titularidade, já que da próxima vez faz questão absoluta de ser ele a comprar a ração.

Apostila: No dia seguinte, o aviso que proibia a entrada a cães já estava afixado na porta da dependência bancária

7 comentários:

Rogério G.V. Pereira disse...

Memórias
deliciosas

Justine disse...

Já tinha percebido que os funcionários bancários - e outros - têm pouco sentido de humor...

maria correia disse...

Magnífica história! «Vi» perfeitamente o Sacha a pôr as patinhas no balcão!...
Salut, Sacha!

A Generosidade de Estranhos disse...

São tão bons, estes nossos queridos amigos :)

GL disse...

Adorei a história do Sacha, o amigo que continua tão presente.
Quanto à "eficiência" dos responsáveis da dependência bancária? Fossem eles tão rápidos a tomar medidas pertinentes e talvez, quem sabe, as coisas fossem diferentes.
Abraço

maceta disse...

Eles sabem bem quem gosta deles a sério incondicionalmente e quem os proteje com unhas e dentes. Até os meus gatos são assim.
Ah... e não são nem interesseiros nem hipócritas...
um abraço

Helena disse...

Eles não sabem nem sonham. Só quem tem cães o sabe.
Beijo