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29/08/15

Novos diálogos rapidinhos (com voz em off pelo meio)

Santana: Ficaste aliviado hein?!
Marcelo: Claro! Mas é uma chatice não teres fundos nem apoios.
Santana: É mesmo, anda aqui bruxedo!
Marcelo: Sabes que eu estou solidário contigo.
Santana: Sim. Sei bem o que é que tu queres...
(Rio -em off-: Eu também estarei ao teu lado)
Marcelo: Espero que não te tirem a gamela da Santa Casa.
Santana: Deus te oiça, porque só com avença do Mexia e uns comentários na TV, não me safo no clube da mão fria.
Marcelo: Se eu ganhar podes contar com o meu magistério de influência.
Santana: Obrigado. Compreendo onde queres chegar...
(Rio -em off-: Sou um político, por enquanto, só conhecido no norte, mas se as coisas me correrem bem, corro para aí num instante.)
Marcelo: E se a situação der para o torto o que é que vais fazer?
Santana: Olha, vou finalmente dedicar-me ao violino, como o Chopin.
Marcelo: Mas tu és capaz de tocar violino?
Santana: Não sei, Nunca experimentei. Logo se vê.
(Rio -em off-: A casa da Música está à tua disposição)
Marcelo: Misericórdia!

10/03/15

Dica para obter um delfim.



Na sequência da recomendação de Cavaco, que aponta experiência em politica externa, como um requisito importante para quem lhe vier a suceder, o erudito Santana Lopes posicionou-se de imediato, trazendo à colação o tempo em que foi secretário de estado da koltura e os vários contactos internacionais que então desenvolveu.
Tendo em consideração a módica estatura, para não dizer indigência cultural, do actual presidente, afigura-se-me que o ex-menino guerreiro foi oportuno e pôs os trunfos na mesa.
Na verdade, poucos como ele serão melómanos capazes de alternar os "violinos de Chopin" com o "disco sound" da discoteca Kapital ou literatos de mérito que lograram escrever directamente a Machado de Assis (falecido em 1908) ou, ainda, políticos com gabarito suficiente para distinguir um estadista intelectual de um barman, conforme o lado do balcão do bar onde aquele se encontre.

07/01/15

Tão amigos que são os candidatos da direita às presidenciais

Santana: Estragaram-te o fim de ano hein?!
Marcelo: Pois!... E tu, é verdade que vais ser candidato?
Santana: É!
Marcelo: Achas que tens hipóteses ou é só para me tramares?
Santana: Acho!
Marcelo: E se perderes?
Santana: Vou finalmente dedicar-me ao violino.
Marcelo: Mas tu sabes tocar violino?
Santana: Logo se vê. Nunca experimentei.
Marcelo (em off): Misericórdia!...

30/10/14

Onde é que está o espanto?


A ministra francesa da cultura confessou que não lê. Não vejo onde é que está o espanto. Já tivemos um secretário de estado da koltura que, mais tarde,  quando foi presidente da CML, enviou um cartão de cumprimentos ao escritor Machado de Assis (falecido em 1908), por intermédio do editor, que lhe havia oferecido o livro "Dom Casmurro". 
Aliás, todos sabem que este político andadeiro, sempre distinguiu um escritor de um barman, conforme o lado do balcão em que o dito-cujo estivesse.

25/10/13

Evolucionismo primo-ministerial à portuguesa

No último século e se dispensarmos Guterres que, apesar de tudo, não deve ser misturado no mesmo pote, tivemos desde Barroso a Coelho, passando por Santana e Sócrates e parece  já se perspectiva um Seguro.
Não acredito que Darwin considerasse isto evolução da espécie .

11/08/11

Santa(na) Casa da Misericórdia

Esta semana o Totoloto deu um jackpot ao Santana Lopes que, com a subtileza do costume, já andava a pôr a cabeça do Passos a 'andar à roda'.
Chama-se a isto uma aposta ganhadora.

Apostila: Afinal o Santana é um filantropo e vai abdicar do ordenado. Se calhar ainda o vamos ver a vender cautelas ao pessoal do "Clube da mão fria", nas noites de fim de semana.

20/06/10

Um censor do nosso tempo

É de novo oportuno trazer à colação a figura do censor Lara, um representante bolorento do que resta da "nossa" (vade-retro) aristocracia decadente, que se prestou a servir de muleta ao patusco e desengonçado Santana, como subsecretário de estado no governo cavaquista.
Enquanto personagem residual da Democracia -azul no sangue, no blazer e no lápis- constituiu uma réplica serôdia de Frei Bartolomeu Ferreira, ressuscitado, quando pretendeu fazer com Saramago, muito pior do que aquele inquisidor terá feito com Camões.
Kolturalmente, não foi além do papel de um grotesco frade a quem se poderia acrescentar um "u" depois do "a", para melhor o retratar. Ao cabo e ao resto, mais fraude menos frade, era tudo uma questão de 'hábito', num tempo propício à censura.
Coitado, nem sequer tem perfil para figurar numa efígie descolorida de brasão perdido num qualquer compêndio de heráldica, que, ao que consta, é a sua especialidade.

19/06/10

O Homem e os outros

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O Funeral de José Saramago vai ter lugar em Portugal, foi essa a vontade que expressou. Ainda bem, são muitos os portugueses que desejam voltar a tê-lo por perto.


O Homem e os outros

Não foi o país que o tratou mal. Quem o insultou foi um conjunto de indivíduos de módica dimensão cultural, ou nem tanto, que soltaram o censor que traziam nos genes e procuraram lançar um anátema sobre a obra do nosso maior escritor.
Gente tosca e revanchista, que se movimentava (ainda hoje se movimenta) longe da literatura; 'intelectuais' de pacotilha, incapazes de entender uma linha que fosse da obra do escritor.
Governantes pouco ou nada cultivados, puritanos hipócritas, que não hesitaram em recorrer às práticas aplicadas no estado novo, para execrar a obra literária de uma figura que assumiu plenamente da sua condição de livre pensador, na maneira como abordou o tema da religião.
Figuras cujo nome não chegará ao rodapé da História, como o então primeiro-ministro Cavaco Silva, mesquinho, inculto e rústico; o secretário de estado Santana Lopes, herói da escrita cor de rosa, cabotino e ignaro e o sub-sub Sousa Lara, figura de almanaque, petulante e bolorenta. Seguidos, mais tarde, pelo autarca Ministro, o capataz da terra dos carrilhões e, posteriormente, pelo euro-deputado Mário, supérfluo comensal da gamela de Bruxelas.
Não foi portanto o país que tratou mal um dos seus maiores filhos, que agora recebe na viagem derradeira.

19/01/10

Finalmente! Santana foi...



Hoje, terça-feira, também podia ter sido a um Domingo, porque as lojas chinesas estão abertas e exibem um largo stock de medalhas, chapas e outros acessórios, foi preenchida uma lacuna imprópria da galeria de enfeitados da ditosa pátria.
Santana Lopes foi condecorado e é merecedor, porque não é menos do que os outros.
Assim, já pode acrescentar ao seu invejável perfil curricular de Ex-tudo, a condição de "Ex-cidadão não condecorado", que é certamente uma característica cada vez mais rara, nas nossas figuras públicas. Bem hajam todos.

12/10/09

A única vitória de Santana

Se o psd ficou em terceiro lugar nas eleições para a Assembleia de Freguesia da Marmeleira e em segundo lugar nas eleições para a Câmara de Lisboa, isso significa que Pacheco perdeu para Santana.
Gostei!

Sobrevivência

O Paulo terá aconselhado o Pedro a aceitar o lugar de vereador, para não terem de se zangar por causa do Rendimento Mínimo de Inserção Social.

O azar do Santana

Depois do eloquente Sousa Cintra ter afirmado que Santana Lopes foi o melhor presidente da Câmara de Lisboa desde o Marquês Pombal, a derrota nas eleições foi mesmo um azar dos Távoras.

PSL / PP

Reconheço agora e assumo, uma certa falha de imaginação à data do poste.
O que chamei de "velha estratégia", teve o seu epílogo ontem e não resultou, ainda bem, senão jamais perdoaria a mim próprio aquela deriva conspirativa.

18/10/08

O "Ex"


Diz-se p’ra aí em tom jocoso que PSL é um “ex” tudo; ex-jovem, ex-patrão, ex-deputado lá fora, ex-avençado cá dentro, ex-playboy, ex- membro da tertúlia da mão fria, ex-presidente de clube, ex-concursista de tv, ex-autarca, ex-secretário de estado, ex-melómeno, ex-comentador, ex-número dois, ex-presidente de partido, ex-primeiro ministro, ex-menino guerreiro, ex-candidato à Buenos Aires, ex-ex, etc.
Há no entanto quem não concorde porque entende que só se é ex-algo, quando se foi mesmo alguma coisa e comenta que ele nunca foi nada, somente um arremedo de tudo.
Enfim, digam o que disserem, tudo isto não passa de poalha do tempo e o que verdadeiramente importa no momento actual, é que existe muita gente que por aí anda a destilar rancores antigos ou a tremer como um pudim flan e que se mostra ansiosa por sabê-lo ex-candidato a presidente da CML: Uns, antes das eleições, outros (só) depois… Topam?!...
Apostila: Já agora, alguém me diz que mal é que Lisboa fez para estar sujeita a isto?...

24/05/08

A escolha do Ângelo

O conhecido analista, pernóstico, mas sem dúvida imaginativo, Ângelo Correia, ao apostar no Passos Coelho, terá espetado mais um prego (pregos e outras armas perigosas são com ele) no caixão em que os diversos cangalheiros da lapa estão a meter o PSD.
Com efeito a apesar da fama de estratega e dos seus dotes de comentador político, esta escolha não parece reunir as condições mínimas para alcançar o objectivo de liderar o partido, nem sequer a pensar num próximo futuro.
É certo que naquele partido, saltam amiúde da toca os mais inesperados coelhos e este até é bem brunido e loquaz qb, mas falta-lhe lastro, talvez porque esteve resguardado durante bastante tempo da fogueira da politica. Por outro lado, carece de substância e não passa de mais um arrivista que toca de orelhada e mal.
A sua recente entrevista foi, aliás, de qualidade módica e até o Santana costuma sair-se melhor, apesar da conhecida leveza intelectual.
É mais um que vai ser servido de churrasco, sem chegar ao espeto.

30/04/08

Mentideros

O candidato Jardim anunciou que vai continuar a reflectir, mas, ao que se diz nos mentideros, a sua candidatura só estará dependente da adesão da tendência Santanista.
Com efeito, quando proclama que pretende evitar o que chama de balcanização do partido, o objectivo prioritário deste tosco unificador, é conseguir a sua "balcãonização", na qual reserva para si próprio o lado de dentro, local onde se sente à vontade graças à experiência adquirida ao longo de anos e anos de bambochatas, ao mesmo tempo que tenta assegurar que do lado de fora se acomodem os vários membros do clube da mão fria que, de copo na mão, volteiam em torno do ex-tudo.