As operações de salvamento de especuladores e de banqueiros, levadas a efeito nos últimos tempos, por governos incompetentes e, sobretudo, pusilânimes, cumpriram o objectivo a que se tinham proposto, tornar os milionários ainda mais ricos, enquanto aumentam as desigualdades sociais e asseguram a continuação do crescimento do capital financeiro parasitário, servindo-se dos mais sofisticados expedientes fiscais, para os isentar de impostos, ao mesmo tempo que espremem até à última, os restantes contribuintes.
É este o enquadramento ideal, o cadinho habilmente preparado, para que os "cavalos da Troika" e quejandos, se possam introduzir nos países e continuar a afirmar a sua "indispensabilidade" para resolver as crises.
Portugal vai ser mais um exemplo doloroso dessa trágica realidade, por muito que o Sócrates e os seus cúmplices, Passos Coelho e Paulo Portas, nos venham impingir, cada um a seu modo, o estafado conto do vigário, de que não havia alternativa e que podia ser pior.