Antevendo que o badalado encontro entre Kim Jong-un e Donald Trump poderia não se realizar, a CIA e os Serviços Secretos da Coreia do Norte combinaram com o maior secretismo um almoço de trabalho, entre os dois estadistas (rofl), que teve lugar na ZDC, algures no paralelo 38, sob a vigilância apertada das seguranças pessoais, enquadradas por tropas equipadas com ogivas nucleares.
Apenas os dois líderes tiveram acesso à sala onde foi servido o repasto (os psis permaneceram no exterior).
O primeiro a chegar foi o Kim exibindo aquele andar destemido que aprendeu depois de tantas vezes ver passar as tropas.
Exigiu imediatamente duas almofadas para elevar o assento da cadeira e instalou-se.
Logo a seguir surgiu o Donald com a gravata encarnada sempiterna que, como é habitual, lhe cobria a zona da genitália e serviria de guardanapo.
Não se saudaram e passaram de imediato à consulta do menu, após o que, num invulgar gesto de cortesia, acordaram em dois pratos bem representativos das respectivas cozinhas nacionais, Japchae e Max burgers.
Entretanto, inesperadamente, Donald pediu mais uma cadeira o que levou Kim a saltar para o chão e a interpelá-lo com a brusquidão semi-gutural do costume.
- Se é para um intérprete, pode dispensar porque eu estudei na Suíça e o meu inglês é melhor do que o seu americano.
A resposta com acento nasal do latagão loiro foi pronta e grossa.
- Qual intérprete, qual quê? É para eu pôr os pés.
A partir daqui nada mais se soube, nem sequer se vai haver guerra.