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10/02/16

American contrasts

O estado de New Hampshire revela os contrastes do povo americano-tipo em toda a sua evidência.
Tem os republicanos mais estúpidos que votam Donald Trump e os democratas mais inteligentes que preferem Bernie Sanders.

26/09/12

O melhor amigo do "homenzinho"...



À medida que a campanha eleitoral para as eleições presidenciais nos USA vai progredindo, aumentam as nescidades proferidas por esta alimária, com perdão dos asininos.
De tal maneira que, em termos comparativos,  a sua ignorância crassa, ainda vai ser capaz de conferir a G. W. Bush o estatuto de 'medianamente imbecil', o que, convenhamos, é um progresso assinalável para o antigo presidente.
O último desconchavo do candidato republicano, tem a ver com o facto das janelas dos aviões não se poderem abrir durante o voo e, no caso de incêndio, não haver lugar para uma pessoa sair e o oxigénio não poder entrar na aeronave, pelo que se trata, segundo o seu registo burlesco, de um grande problema.
Efectivamente, daquela espécie de cloaca nada sai de jeito, quando muito entra...

30/08/12

A Tampa

No "baile dos malditos" que é a Convenção republicana, o «Isaac» resolveu dar uma grandessíssima Tampa  no Mitt e foi rodopiar para a Louisiana, onde lamentavelmente já provocou vítimas.

Nota: Este poste só foi possível porque o «Isaac» deve ter assoprado o blogger. 

08/08/12

"Unforgiven"

Que o duro Chuck Norris, a maior aberração fabricada pela indústria de Holywood desde o medíocre e denunciante Ronald Reagan, tenha apoiado Bush, não espantou e até fez sentido.
Mas saber que Clint Eatswood participa na angariação de fundos para a campanha do ultra-reaccionário e fanático religioso Mitt Romney, não direi que é "dirty" porque a sua opção sempre foi pelos republicanos,  mas para mim  é "unforgiven".

07/11/08

Sicanices ou os quatro neocons do canal de Carnaxide

Durante os dois últimos dias, foram vários e repetitivos, os opinantes peritos em sondagens, projecções, resultados e, sobretudo, desejos eleitorais.
No entanto seria injusto não destacar o estilo dalguns dos comentadores do canal de Carnaxide, a saber:
O Crespo, que nunca se encrespa, foi pedante e pernóstico como sempre, lá conseguiu disfarçar a azia, não obstante a secura da boca lhe denunciar o sorriso amarelo; o Delgado, esteve impositivo e escondeu o desalento pela banhada, contudo sentiu-se a frustração de quem não ganha uma, desde que W. foi reeleito; o Monjardino especialista, ressabiado e colérico, mostrou-se impaciente, mas acabou por conseguir conter-se, quem sabe se, por não poder discretear sobre um bombardeamento cirurgico; o Pacheco apurou aquele ar factício que costuma exibir quando defende uma posição "à contrária", fez alguns círculos e acabou por sorrir conciliador ao desfecho que adivinhava.
De uma coisa podemos estar certos, mais "republicanos" do que os neocons americanos, somente estes quatro figurões da Sic.

06/11/08

O primeiro não Wasp II

Onde já se viu, um mulato keniano de primeira geração, conseguir romper a lógica da pureza racial dos habituais inquilinos da Casa Branca?
Convém pois, não embandeirar em arco, sabendo como se sabe que, por muito menos, dois irmãos de uma família -quase wasp -, um presidente e um senador, procurador da república, de origem irlandesa e tradição católica, pagaram com a vida, por não se enquadrarem adequadamente nos parâmetros tradicionais da governação.
Num país que foi capaz de eleger um individuo como W., para dirigir os seus destinos durante dois mandatos, tudo é possível.
Por outro lado e no que se refere às reacções dos nossos políticos e analistas -passando ao lado dos oportunistas do costume-, se a prudência manda não sobrestimar o fenómeno Barak Obama, a honestidade intelectual impõe que se lhe conceda o benefício da dúvida, principalmente, porque, pela primeira vez, existem pressupostos inéditos, na envolvente da eleição, que não podem ser escamoteados.
No que concerne à política externa, o futuro presidente dos Estados Unidos transporta com ele um capital político muito significativo, resultante das posições que tomou num passado recente, quando se mostrou favorável ao ponto de vista dominante no resto do planeta, relativamente ao protocolo de Quioto e à Guerra do Iraque, que considerou imoral e injusta, isto, numa altura em que 70% dos americanos a apoiava, bem como ao fim da ignomínia de Guantanamo.
Em relação à política interna, a sua intervenção enquanto senador é notável e indiciadora de que a prometida mudança pode vir a ter lugar:
É da sua autoria legislação, tão importante como, entre outras, as leis que regulamentam e estabelecem: O financiamento e os procedimentos para a eliminação de armas nucleares e convencionais; as punições para fraudes eleitorais e intimidação de eleitores, problema crônico nos EUA, especialmente nas regiões pobres e negras; os planos de saúde para veteranos de guerra, incluído o tratamento dos distúrbios pós-traumáticos; os novos padrões para a economia de combustível; a actividade dos lobbys no Congresso, como a que cria uma comissão para fiscalizar a ética, com amplos atributos para investigar e punir subornos ou actividades ilegais dos mesmos; a que regulamenta e melhora as condições para testes genéticos -muito elogiada por especialistas-; a que cria um banco de dados público, na internet, com os gastos do governo federal; a que aumenta a segurança das indústrias químicas.
E ainda, uma adenda intitulada Iraq War De-Escalation Act, que reduz o número de tropas e estabelece prazos para a saída dos americanos do Iraque.

Eis aqui uma pequena parte do currículo do Senador, cuja política, externa e interna, “ninguém, por cá, parecia conhecer”, mas que para mim foi decisiva para tomar posição frontal e inequívoca antes das eleições e é, para já, suficiente para me sentir confortável com este resultado e acreditar que algo de substancial poderá vir a acontecer, se o Congresso, totalmente na mão do partido democrata, não vier a colocar obstáculos, o que obviamente não é linear.
Digo eu, que até sou, por natureza, céptico.

05/11/08

O primeiro* não Wasp**



Barack Obama é negro, progressista, culto e erudito, tem nome islamita; representa tudo o que a América sempre rechaçou e aparenta aceitar agora.
Ele é o grito do negro escorraçado e das minorias perseguidas, o protagonista que nasceu com a integração racial e a liberdade sexual; é, também, a razão e a inteligência, a juventude e a esperança, o direito à contra-cultura.
Será um presidente que, se não defraudar a esperança, pode vir a representar a maior viragem da História do seu País, enfrentando sem tibiezas todo um mundo de preconceito, violência, estupidez e pulsão de morte.
*John Kennedy era quase Wasp
** White Anglo-Saxon Protestant

Imagem: NYT

Fora de prazo

Conteúdo adulterado e fora do prazo de validade.


Muito mais do que exaltar uma vitória que, quero acreditar, poderá ser benéfica para o mundo, o que eu hoje quero celebrar é esta derrota.
Imagem: Web

04/11/08

Aujourd'hui


Déjà vu........................................Jamais vu

Imagens: Web

29/10/08

Estilo

Eu já não sou o que era: Devo ser o que me tornei. Coco Chanel

Não sei se a Sarah devolveu as fatiotas Chanel, mas duma coisa não tenho dúvidas, o seu estilo vai continuar cóco.

27/10/08

A torcer

Os Estados Unidos constituem -ainda- o único império contemporâneo, portanto, o mais influente, o maior consumidor e manipulador e o mais devastador e poluidor do mundo.
O país hegemónico no qual, a lógica da guerra de destruição e reconstrução, é o que move a economia, quando conduzida pelo partido republicano e pelo Complexo Industrial Militar. São também, a "América" profunda, racista e ignorante, que até já foi dividida pela escravatura e na qual a Ku Klux Klan permanece como uma "importante" organização, com cada vez mais neonazis e neofascistas e onde as minorias continuam a ser segregadas.
Simultaneamente, continuam a ser o grande "Eldorado" em que, não obstante, existem cada vez maiores franjas de pobreza, postergadas pelo chamado american way of life.
Com este quadro de referências, não será fácil, para um afro descendente, vir a tornar-se o próximo “imperador”, sobretudo, porque, ao que tudo indica, pretende estabelecer uma estratégia de ruptura com o que o precede.
Haverá pois muitas razões, sobejamente conhecidas e melhor tratadas noutras páginas da blogsfera, para apostar no candidato democrata, apesar de nada nos garantir que será uma aposta bem sucedida e não passaremos, num mandato de Obama, por algumas das decepções vividas nos anos 90 com Clinton.
Não se trata, nem de longe, de uma candidatura genuinamente de esquerda, é apenas por ela apoiada, mas os sinais encorajadores vêm do deslocamento que impõe ao debate político e só um cínico se recusaria a ver que há sinais inspiradores de mudança no horizonte.
Daí que eu, caucasiano, de esquerda, não engajado, esteja a torcer por Obama, porque ele é transcendente à questão do preconceito e afirma pretender desmontar a retórica do medo e porque alimento a esperança que possa vir a ser a imagem de um povo capaz de se reciclar, para que, por sua vez, o mundo o possa fazer.
Se me enganar não será a primeira vez e também não será a última. Da falta de embustes não me queixo…

The Vet who did not vet



Sarah Palin, what a f...!

24/10/08

The Black Powel

“um líder bem-sucedido, um presidente excepcional”. “Acho que (Obama) é uma figura transformadora. Ele representa uma nova geração que chega ao cenário mundial, ao cenário dos EUA, e por esta razão votarei no senador Barack Obama” Collin Powell.

Não deixa de ser curioso que o herói da primeira guerra do golfo e ex-secretário de estado de W., venha agora, numa atitude que configura uma tentativa serôdia de se "auto-branquear" à custa de outro negro, manifestar o seu apoio ao candidato democrata, compensando com essa posição a postura insólita dessa espécie de Dog democrat, o senador Joe Liberman, ex-candidato à vice-presidencia ao lado de John Kerry, que ainda antes das primárias já se tinha passado para o lado dos Neocons.
Se o primeiro quer limpar o passado o segundo está a sujar o presente.

Imagem. imagevision

14/10/08

Em vésperas de ter alta


Portador da doença infantil do Capitalismo.
Imagem: Web

Humor negro


Desta vez, a enorme lucidez de Saramago não o motivará a recomendar o seu Ensaio aos eleitores americanos.

11/10/08

Ó cavalheiro!...

...........................Ó cavalheiro! Vai um tirinho?!...

A famosa e tenebrosa institução The national rifle association recomenda o voto na dupla neocon.
Pudera! Há muito que a Sarah faz parte da organização e gosta de apelar ao gatilho.
Imagens. Web

10/10/08

Obama e as minorias


É certo que durante a administração Clinton, se verificaram evidentes progressos sociais, mais concretamente na área da criação de empregos.
Todavia e embora a devastação resultante do consulado Bushiano, tenha provocado no exterior a ilusão de que a dita administração foi um paraíso do ponto de vista da politica interna, a verdade é que os dois mandatos Bill Clinton foram marcados por uma série de traições a negros, sindicalistas, feministas, gays/lésbicas e ambientalistas, parceiros fracos, sem opções à esquerda, que foram sendo preteridos para que o Partido Democrata pudesse ocupar o centro do espectro político –onde é que eu já vi disto- sem questionar o movimento da sociedade rumo à direita.
O mérito pessoal de Barack Obama até agora, foi ter conseguido demonstrar a falácia desta situação e aproveitar a herança que recebeu da da grande mobilização de base que alavancou a pré-candidatura de Howard Dean em 2004, a qual deu origem a uma rede de activistas de base, organizados via internet e dispostos a influir nos rumos do partido.
Desta vez a esquerda americana está aí e tem, como nunca, um papel determinante nesta eleição e, no caso de vitória, não deixará de reclamar do seu candidato uma postura ética e socialmente diferente.
Veremos se conseguirá, para que a desilusão das minorias não venha a repetir-se.

Imagem: Web

09/10/08

O batom e a porca


Há uma expressão inglesa que diz mais ou menos assim: Não adianta pôr batom na porca que ela continuará a ser uma porca.
Com perdão dos suidas, vem isto a propósito da postura execrável da sinistra senhora Palin e da politica de chiqueiro que tem adoptado ao longo da campanha eleitoral.
Imagem:Web

08/10/08

Do debate


Na sequência do debate desta madrugada, podemos concluir que tanto os analistas como as sondagens apontam para a vitória de Obama.
Se não se tratar, mais uma vez, do habitual Wishful thinking manifestado nestas ocasiões, talvez possamos ter esperança de que os americanos preferem mesmo um negro que lhes prometa um futuro claro, a um branco que lhes traga um futuro escuro.

Imagem: Estadão

03/10/08

Da incompetência para a incontinência


...ou a viagem atribulada de um neurónio desesperado, filho único, do cérebro atrofiado de um incompetente até à uretra de um incontinente.
Imagem: Web