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Quando
Samuel Johnson, autor inglês do século XVIII, defendeu que o patriotismo era o último refúgio de um canalha, não podia adivinhar que, dois séculos e meio depois, haveria de surgir uma personalidade, a quem a frase iria assentar que nem uma luva:
Sarah Palin, ex-candidata a vice-presidente dos Estados Unidos da América e furiosa entusiasta da tenebrosa organização
The National Rifle Association.
Na verdade, esta ex-líder da extrema-direita norte-americana demonstrou que tinha o estofo de uma velhaca, quando se assumiu como paladina do super patriotismo homicida e, com a conivência de alguma comunicação social, foi contribuindo para a criação de um clima político protofascista em vários Estados dos EU, propício a atentados à integridade física de adversários políticos, incluindo a prática de assassinatos.
Este enquadramento fez-lhe perder grande parte dos apoios que detinha junto do eleitorado republicano e alguma da simpatia "encapotada" da Direita internacional, como ficou bem demonstrado quando manifestou o desejo de ser recebida por
Margareth Tatcher e pousar junto desta para um fotografia conjunta e recebeu da velha e ultra-reaccionária
Lady, uma pesada tampa de ferro.
Entretanto as autoridades do Alaska acabam de anunciar a divulgação, contra pagamento (só podia), de mais de 24 mil páginas do seu correio electrónico, enquanto governadora do Estado, que irão, certamente, revelar a mais variada informação sobre a vida pessoal e política desta arrepiante criatura.