O
voto é secreto. Eis uma verdade irrefutável. Por isso nunca confessei o meu sentido de voto, quando muito posso tê-lo insinuado.
Mas
desta vez decidi tomar a decisão irrevogável de divulgar a minha opção, quem sabe se influenciado pela anterior referência às "cruzes", aproveitei o facto de existir uma igreja perto da assembleia eleitoral e fui direito ao
confessionário, disposto, finalmente, a confessar(-me).
Azar
o meu. O padre não estava, tinha ido votar.
