Hoje, em pleno Cavaquistão (só podia), o presidente procurou justificar a posição de Portugal aquando da votação na ONU e tartamudeou algumas desculpas esfarrapadas, por ter, servilmente, alinhado ao lado de Thatcher e de Reagan.
Na verdade, a maioria dos colonos portugueses era racista e toda a Africa do Sul sabia que apoiava o Apartheid, pelo que não seria o voto do governo que iria causar-lhe problemas.
Aliás, não deixa de ser um paradoxo que ele tenha dito e repetido que o seu governo exigia a libertação de todos os presos políticos:
«Participei pelo menos numa dezena de Conselhos Europeus em que se discutiu a situação na África do Sul e o apelo para a libertação de Mandela e outros presos políticos. E a posição de Portugal foi sempre clara, do princípio ao fim. Nós exigimos a libertação dos presos políticos, queremos o fim do apartheid, mas não queremos a luta armada»
Quando todos sabemos que, quando os havia no nosso pais, ao tempo da ditadura, nunca se lhe conheceu um gesto ou uma palavra de repúdio (nunca mexeu uma palha, para usar o léxico cavaquês) por essa realidade abjecta, bem pelo contrário, o que se sabe é que ele era uma pessoa perfeitamente integrada no regime.
«Participei pelo menos numa dezena de Conselhos Europeus em que se discutiu a situação na África do Sul e o apelo para a libertação de Mandela e outros presos políticos. E a posição de Portugal foi sempre clara, do princípio ao fim. Nós exigimos a libertação dos presos políticos, queremos o fim do apartheid, mas não queremos a luta armada»
Quando todos sabemos que, quando os havia no nosso pais, ao tempo da ditadura, nunca se lhe conheceu um gesto ou uma palavra de repúdio (nunca mexeu uma palha, para usar o léxico cavaquês) por essa realidade abjecta, bem pelo contrário, o que se sabe é que ele era uma pessoa perfeitamente integrada no regime.
Não sei se há elevadores no palácio de Belém ou na travessa do Possolo, mas prevejo que, se os houver, o presidente vai, à cautela, optar pelas escadas, não vão aqueles entrar em queda livre. por excesso de peso na consciência do ocupante...
J.Deus Pinheiro -variante bonsai- decidiu dar uma de erudito e qualificou Nelson Mandela, de Príncipe da Renascença. Metáfora a atirar para o pernóstico e de efeito ridículo -mais um esforço "intelectualoide" e recuava aos tempos Bíblicos.
Aqui está outro dos que sente pruridos na consciência pela posição tomada aquando da votação na ONU sobre a libertação de Mandela.
Para agravar a postura caricata, o homem, cuja mediania enquanto estadista, pese alguns panegíricos com perfume de encomenda, foi sobejamente comentada em Bruxelas, quando era conhecido como le bon vivant da Grand-Place, responsabiliza agora (corajosamente...) o embaixador ou um Director Geral e, assim, tenta passar ao lado do buraco.
A propósito de buraco, este golfista de segunda (diplomata nas horas vagas) não acerta um shot, fica sempre bem acima do par -nem sequer um doubley boggey- e, também por isso, conseguiu ser constantemente batido pelo outro caddie (?), o Durão Barroso da Comissão Europeia, conhecido no meio por Mr. Banalidades, que, após ser conhecida a notícia do falecimento de Nelson Mandela, proferiu uma patética alocução de choramingas e só pecou por não ter conseguido derramar uma lágrima rebelde, para dar mais credibilidade ao "olhar vidrado" que exibia.
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