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10/09/10

O momento certo (?)



Sou um fervoroso admirador da revolução cubana e do povo heróico que a levou avante.
Desde sempre mantive uma postura de total solidariedade com um país que, apesar de submetido a um bloqueio impiedoso e único na história da humanidade, nunca desistiu de colaborar na emancipação de outros povos, nem abdicou de lhes prestar uma ajuda fraterna, nomeadamente nos campos da saúde e da educação.
Jamais alinhei ao lado dos que, velada ou explicitamente, enfileiraram em cumplicidades espúrias com os 'gusanos' que procuravam denegrir a imagem de Cuba, sem que isso tenha significado a assunção de um posicionamento acrítico ou acefalamente seguidista que nunca subscrevi.
Não me surpreenderam pois, as declarações lúcidas de Fidel, as quais, como já aqui perspectivei, apenas estariam a aguardar o momento certo para serem proferidas.
Não é por ignorarmos os acontecimentos que os acontecimentos deixam de ter lugar, quem não perceber vai continuar "bloqueado" até morrer, sem dar por isso.



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Renúncia e... ------Retiradas estratégicas -----Incomodidade

14/11/08

Retirada estratégica?


Passaram relativamente despercebidas, as referências do velho comandante Fidel ao candidato Obama.
As eminências pardas da análise política cá do burgo, preferiram não reagir e até nas áreas onde seria expectável que surgissem comentários favoráveis a propósito, o silêncio foi, tanto quanto julgo saber, a única resposta.
Independentemente de se ficar, ou não, agradado com a situação, tudo indica que o velho comandante, cuja figura lendária de líder irá “pairar no ar” no mínimo por mais uma ou duas gerações, decide, ele próprio, marcar o ritmo da vida politica em Cuba, dirigindo à distância, mas sempre de cima para baixo, a lenta, desejada e necessária transição, que até já terá passado por uma saída calculada, da qual um dos grandes beneficiários pode vir a ser o presidente eleito dos Estados Unidos,
Atrevo-me mesmo a pensar se Fidel, depois de ter sobrevivido às inúmeras notícias que o davam como moribundo, originadas em terras do tio Sam, não se retirou estrategicamente no sentido de facilitar futuras negociações, que visem o fim do bloqueio económico, sem quebrar os princípios do histórico processo revolucionário que, num novo quadro de referências, deverá sofrer, então sim, alterações qualitativas de rota, além da admissão de novos interlocutores externos e, sobretudo, internos.
Ocorreu-me fazer agora estas simples considerações, não obstante pensar que os especialistas entendidos na poda, ainda não se terão debruçado sobre a matéria porque aguardam novos desenvolvimentos, para palpitarem em conformidade.

Imagem: Web

19/02/08

O que vai acontecer quando Fidel morrer?

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O que vai acontecer quando Fidel morrer, de acordo com perspectiva da professora, ensaísta e critica de arte cubana, Adelaida de Juan.
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Renúncia e presença

O velho e carismático líder Fidel Castro acabou de anunciar a renúncia ao cargo de Presidente do Conselho de Estado de Cuba, mantendo no entanto a intenção de continuar a lutar como um soldado das ideias.
Ideias que parece não faltarem a G.W. Bush que já veio a terreiro dizer que espera eleições livres na Ilha, inspirado certamente nas que lhe deram a vitória no Estado da Flórida onde graças aos gusanos e ao "resto" conquistou a presidência dos USA.
Aguardemos pelo que acontecerá quando Fidel morrer. Veremos se, com sempre disse, a História o absolverá.