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21/11/08

Vou ali ao lado


Sabem que mais, vou ali ao lado, dar para outra quermesse -que é como quem diz- e volto breve.
Até porque, em matéria de governança, com as Zapa girls, a panorâmica é muito mais harmoniosa, diversificada, atractiva e nada monocórdica (percebem?).
Quem sabe se fôssemos um pouco mais indulgentes para o nosso primeiro, não seríamos capazes de entender o porquê da sua permanente crispação versus a jovialidade do primeiro deles.

19/10/08

Vergonha II


O Franquismo estará julgado pela História, mas não o está certamente pela História da Espanha e de todos os espanhóis.
O itinerário de um tempo de ódios e massacres não deve ser relegado para o arquivo dos mapas que fizeram do país um cemitério da Europa e a repressão hedionda exercida sobre o que foi a mais significativa demonstração de solidariedade e companheirismo que teve lugar no século passado, não pode ficar permanecer confinada a meia-dúzia de páginas de compêndios branqueados.
Apesar da Lei da Memória Histórica, Zapatero parece que recusa enfrentar a memória incómoda da ignomínia e, ao invés, prefere conluiar-se comodamente com os saudosistas do Caudilho. Uma concordância espúria que, se outras razões não existissem, cobre de revolta a campa do seu avô, executado pelos fascistas.
Imagem: web

04/03/08

A opinião das palavras e das pessoas




Com as palavras todo o cuidado é pouco, mudam de opinião como as pessoas.
José Saramago in: As intermitências da morte

Não terá sido só o escritor a mudar a opinião das suas próprias palavras, também os que o criticam ou se regozijam, têm muitas vezes exercitado essa capacidade.
Não me sinto perturbado por saber que ali -leia-se Espanha- e hoje, a maior figura da nossa literatura tenha declarado o seu apoio a Zapatero, até porque, quero acreditar, ele não o faria, aqui e amanhã, ao líder do PS que temos.

Imagem: globo.com