31/03/11
30/03/11
Há BBB e BBB
Faz tempo que este velho e precioso companheiro, um "cachimbo BBB", constituia para mim um ritual e uma fonte de prazer.Hoje os BBB que classificam o nosso pais, mais não são do que uma fonte de preocupação.
28/03/11
A busca
Sebastião –chamemos–lhe assim– viu um dia, pouco passava das sete da manhã, três sujeitos com aspecto de buzaranhos, entrarem-lhe de supetão pela casa adentro, depois de se identificarem como agentes da Pide.Sem contemplações, esquadrinharam-lhe o quarto de alto a baixo em busca, disseram, com ar torvo e voz sibilina, de livros e panfletos subversivos.
Apesar de um quase impercetível estremecimento, Sebastião manteve a serenidade, seguro que estava de ter, atempadamente, posto em bom recato qualquer documento que o pudesse comprometer.
Subitamente, um sobressalto, um dos esbirros proferiu com ar triunfante: Cá está um! Enquanto depositava nas mãos do que parecia ser o mais graduado, a edição em francês do livro “Iphigénie” de Racine.
Mal olhou a capa, o chefe, analfabeto de pai e mãe, exclamou de imediato: Eu sabia que iríamos encontrar qualquer coisa, é um livro estrangeiro escrito por um comuna qualquer russo.
26/03/11
Saturday evening LXXII
Mark Knopfler - Brothers in Arms
Na música as notas e as palavras substituem as balas e ausência de palavras.
24/03/11
Que sorte a nossa
Não sei como é que os gregos e os irlandeses conseguem viver sem ter uma oposição tão credível e criativa como esta.
21/03/11
Trago Lisboa nos genes
.......................João Abel Manta - Largo de Camões (Lisboa)Que fazemos, Lisboa, os dois, aqui, na terra onde nasceste e eu nasci? Alexandre O'Neil
Trago Lisboa nos genes, que vêm, pelo menos, desde o tempo dos cruzados -passados de geração em geração- e, talvez por isso, já não tenho paciência, para o provincianismo bacoco de alguns pobres de espírito que guardaram fidelidade canina ao berço ou acabaram por ficar pelo caminho, depois de terem tropeçado num qualquer calhau, sem nunca terem alcançado a grande urbe.
Ressabiados incorrigíveis de verborreia fácil, usam e abusam do palco fácil e permanente: Como essa criatura imoral, o alternador-mor, que já levou a aversão rancorosa ao ponto de incitar a turba parola a vir incendiar a cidade; o autarca anti-sulista para quem o “b” é a 21ª letra do alfabeto e insiste em "bociferar" contra as "elites" e o vizinho (do) Rio, o "máyor", der der deutschen Sprache mächtig ist, que se quer manter na invicta à custa de atacar a capital; o opinante Magno, essa réplica de Maquiavel de pacotilha, cavaquista envergonhado e "arrumador" do grande merceeiro, que considera que o único defeito da aberração arquitectónica, que é o centro comercial Colombo, é ficar perto do Estádio da Luz; o bastonário populista e defensor de causas selectivas e, num outro espaço, o bufão ilhéu, que passa a vida a vilipendiar Lisboa e a acusá-la de lhe roubar as bananas.
Este desabafo não invalida, por paradoxal que pareça, o reconhecimento de que esta sanha persecutória contra a capital, acaba por fazer algum sentido.
Apenas importa chamar os "bois pelos nomes":
Na verdade, desde sempre, o centralismo de Lisboa tem sido alimentado pelos "lapuzes" que a ela arribam, vindos de todo o lado para se instalar nos poleiros, e ficam boquiabertos e deslumbrados com 'barulho' das luzes.
Na sua maioria, mal desembarcam -em Sta. Apolónia- e antes mesmo, de fazerem a agulha para as “Expos”, Telheiras e periferias finas, esquecem, imediatamente, que se hoje têm a posição de bípede é porque, em pequenos, levantaram as mãos do chão, quando se aproximaram da lareira e se queimaram, porque, se assim não fosse, ainda hoje andavam de gatas.
Aqueles que são autóctones, lisboetas genuínos, ou os que, não sendo, gostam da cidade como sua, estão-se borrifando para estas acusações de “centralismo”, até porque não têm voto na matéria e também são vítimas, além de que se sentem bem -falo por mim- quando vão a outras regiões do País.
Creio que todos ficaríamos reconhecidos, se os tais protestantes contumazes, tirassem de cá toda a cambada que, pelos vistos, decide contra eles.
Apostila: Peço que me desculpem a -eventual- virulência da prosa, aquele(a)s amigo(a)s e leitore(a)s do 'bonstempos' que, embora não tendo nascido nem vivam em Lisboa, não cultivam a paranóia anticapital.
Como é óbvio, nada do que precede tem a ver com ele(a)s.
Apenas importa chamar os "bois pelos nomes":
Na verdade, desde sempre, o centralismo de Lisboa tem sido alimentado pelos "lapuzes" que a ela arribam, vindos de todo o lado para se instalar nos poleiros, e ficam boquiabertos e deslumbrados com 'barulho' das luzes.
Na sua maioria, mal desembarcam -em Sta. Apolónia- e antes mesmo, de fazerem a agulha para as “Expos”, Telheiras e periferias finas, esquecem, imediatamente, que se hoje têm a posição de bípede é porque, em pequenos, levantaram as mãos do chão, quando se aproximaram da lareira e se queimaram, porque, se assim não fosse, ainda hoje andavam de gatas.
Aqueles que são autóctones, lisboetas genuínos, ou os que, não sendo, gostam da cidade como sua, estão-se borrifando para estas acusações de “centralismo”, até porque não têm voto na matéria e também são vítimas, além de que se sentem bem -falo por mim- quando vão a outras regiões do País.
Creio que todos ficaríamos reconhecidos, se os tais protestantes contumazes, tirassem de cá toda a cambada que, pelos vistos, decide contra eles.
Apostila: Peço que me desculpem a -eventual- virulência da prosa, aquele(a)s amigo(a)s e leitore(a)s do 'bonstempos' que, embora não tendo nascido nem vivam em Lisboa, não cultivam a paranóia anticapital.
Como é óbvio, nada do que precede tem a ver com ele(a)s.
19/03/11
Da Lua

Ouviste, lua? Apaga-te!
- lâmpada dos cães e dos poetas magros.
(José Gomes Ferreira in: Panfleto contra a paisagem)
- lâmpada dos cães e dos poetas magros.
(José Gomes Ferreira in: Panfleto contra a paisagem)
Hoje a Lua vai ser maior e mais brilhante.
Para quê? Se aos desempregados e pensionistas até lhes negam o direito de cantar: "Felizmente há luar".
Para quê? Se aos desempregados e pensionistas até lhes negam o direito de cantar: "Felizmente há luar".
18/03/11
Manifesto de incomodidades 7
16/03/11
Navegar sempre foi um recurso.
Foi então que o cidadão eleitor(...), indignado por ter pagado 1,50 Euros por litro de gasóleo, para abastecer o carro, quando soube que o mesmo combustível para as embarcações de recreio é pago a menos de 1 Euro, decidiu trocar o utilitário por um iate e, no próximo Domingo, lá o vamos ver a navegar no lago do Campo Grande.
15/03/11
Os japoneses e os seus animais
14/03/11
De Hiroshima a Fukushima


Nas mentes e corações dos povos estão uma vez mais, presentes e opressivas, as imagens dantescas dos genocídios de Hiroshima e Nagasaki, quando mais de 200 mil seres humanos foram imolados, uns instantaneamente, outros após uma lenta e terrível agonia; assim como as tragédias de Chernobil e Three mile Island.
Os senhores do planeta poderão querer continuar a impor à Humanidade, uma opção falaciosa cujo principal enfoque é, dizem eles, a relação custo/beneficio, manifestando uma total indiferença relativamente à segurança das potenciais vítimas, mas, depois da calamidade que teve lugar em Fukushima, não mais será possível sustentar e defender a ideia de que as Centrais Nucleares, são absolutamente seguras.
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12/03/11
O governo e a geração
Variações sobre Henry Louis de Mencken: Todo o jovem decente se envergonha de um governo -como este- sob o qual vive.
Um governo rasca deixa uma geração à rasca.
Um governo rasca deixa uma geração à rasca.
Saturday overnight LXX
Friedrich Kuhlau: the Elverhøj Overture - Olsen Gang (Dinamarca)
Como The Elverhøj Overture dá cobertura a um assalto à Ópera ou a perfeita sintonia entre os instrumentos da Orquestra e as ferramentas do 'Olsen Gang'.
11/03/11
09/03/11
08/03/11
06/03/11
Entrudo

Para mim o Entrudo –prefiro chamar-lhe assim, em vez de carnaval, porque carne levare ou seja, afastar a carne, é coisa que não compreendo– acaba ainda antes de ter início, melhor dizendo, passa-me completamente ao lado.
Sei que há quem defenda que se trata da última manifestação profana, que antecede o período da Quaresma, o que pode muito bem significar que, se pode cometer toda a sorte de dislates durante esse período e depois, lá vem a velha receita de moral duvidosa, entra-se em estado de contrição, a fim de preparar a consciência para a Páscoa.
Gostar ou não do Entrudo pode ser muito mais do que uma questão de gosto – ou de mau gosto, depende dos eventuais foliões.
Cá por mim, não dou para essa quermesse.
Pode tambem ter interesse em:............... Já enjoa...
05/03/11
03/03/11
02/03/11
Dos idiomas

Novo idioma é um estímulo para o cérebro
Foram recentemente apresentados vários estudos que comprovam que o bilinguismo amplia a capacidade perceptiva e adia a demência, além de sugerirem que a mudança de um idioma para outro, constitui um estímulo para o cérebro e fá-lo fabricar uma espécie de ‘reserva cognitiva’.
Como domino razoavelmente o português -pré-acordo- penso que chegou a hora de deixar cair os corriqueiros francês, inglês e castelhano e estou a pensar iniciar uma nova experiência linguística.
Talvez a opção ideal para manter a idade das palermices à distância, sejam o sami inari da Lapónia ou então um dos 832 dialectos que se falam na Papua-Nova Guiné e que, de acordo com o que me diz alguém que muito prezo, são complicados. Mas como eu gosto de desafios...
01/03/11
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