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16/06/14
Para não dizerem que não falei do mundial 3
(Com tradução simultânea)
Angela Merkel: Herr Ministerpräsident, dieses fantastische Spiel und Ihre wunderbare Verfügbarkeit haben mir sehr gut gefallen.
(Sr.primeiro-ministro gostei muito deste jogo fantástico e da vossa maravilhosa disponibilidade)
Passos Coelho: Senhora Chanceler, mais uma vez, o governo de Portugal fez tudo para lhe agradar.
(Aber Frau Kanzlerin, erneut hat die Regierung Portugals alles getan, um Ihnen zu gefallen)
(Aber Frau Kanzlerin, erneut hat die Regierung Portugals alles getan, um Ihnen zu gefallen)
Para não dizerem que não falei do mundial 2
Os índios
Quando o português chegou
Debaixo de uma bruta chuva
Vestiu o índio
Que pena!
Fosse uma manhã de sol
O índio tinha despido o português.
Oswald de Andrade
Consta que os (nossos) índios não gostavam muito de nós. Talvez porque lhes tivéssemos imposto a nossa civilização, enquanto eles preferiam a sua “barbárie”; porque lhes impingimos a nossa cultura e eles gostavam mais de fruir a Natureza; porque os forçámos à religião Cristã e eles queriam estar próximos dos seus Deuses; porque tentámos fazer prostitutas as que para eles eram companheiras; porque introduzimos o cozido quando eles gostavam do cru; porque acabámos com as práticas antropofágicas e eles gostavam de se comer uns aos outros; porque os obrigámos a serem formigas quando para eles bastava serem cigarras; porque privilegiámos a acumulação em detrimento do desfrute; porque opusemos o imediatismo à sustentabilidade e porque destruímos o Comunismo primitivo a favor do Capitalismo mercantil.
Por todas estas razões e certamente muitas mais, os índios não viram com bons olhos que os brancos tivessem achado o Brasil, numa qualquer curva das viagens dos Descobrimentos.
Ah! Se os indios nos tivessem despido...
Apostila: Se os Pataxós, Tupinambás, etc. nos tivessem despido, estaríamos agora a levar porrada da PM e, muito pior, o CR7 era espanhol
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Pataxós,
Tupinanbás
12/06/14
Alienação futebolística (?)
Filosofia quotidiana
Manifestações em São Paulo hoje à tarde. Já viram como o futebol é um veículo de alienação colectiva?
Manifestações em São Paulo hoje à tarde. Já viram como o futebol é um veículo de alienação colectiva?
03/07/10
O país aí...
...............................................Lego Smiley Sad Podem acreditar que é verdade, por dificuldades de comunicação e não só, foi na quinta-feira passada ao final do dia, que soube da nossa derrota com a Espanha.
Fiquei duplamente triste: Porque fomos eliminados e porque, presumo eu, o pedante e incompetente Cavaquista responsável, vai safar-se mais uma vez.
É assim, eles safam-se sempre seja qual for o "caldinho" onde se metem e o ex e -espero bem- futuro subalterno Queiroz não foje à regra, como se diz no jargão futebolês.
O país aí, vai ter tempo para lamber as feridas, essas e outras.
21/06/10
A luta, perdão, o sonho continua.


Em Portugal a gente só sonha deitada na cama ou debaixo de um coqueiro ou de um cajueiro. Carlos Queiroz.
No seu melhor estilo, este vendedor diplomado de táctica futebolística, julga que ainda vive no tempo do império, talvez porque regressou a África.
Parece que não sabe que em Portugal, até já nos tiraram a possibilidade de sonhar à sombra de uma azinheira e, mais dia menos dia, só nos resta ter pesadelos debaixo de uma ponte.
Entretanto vamos ao que interessa (!):
Fizemos um grande jogo, ganhámos por 7-0 a uma Coreia do Norte que, sejamos objectivos, tem uma defesa muito fraca, a prova é que até o CR, que se lembrou que além dele jogam mais dez, conseguiu meter um golo, depois de dois anos de jejum.
Apostila: Percebe-se agora que, perante tanta vulnerabilidade defensiva, o "amado seleccionador" Kim Jong-il insista na opção nuclear.
No seu melhor estilo, este vendedor diplomado de táctica futebolística, julga que ainda vive no tempo do império, talvez porque regressou a África.
Parece que não sabe que em Portugal, até já nos tiraram a possibilidade de sonhar à sombra de uma azinheira e, mais dia menos dia, só nos resta ter pesadelos debaixo de uma ponte.
Entretanto vamos ao que interessa (!):
Fizemos um grande jogo, ganhámos por 7-0 a uma Coreia do Norte que, sejamos objectivos, tem uma defesa muito fraca, a prova é que até o CR, que se lembrou que além dele jogam mais dez, conseguiu meter um golo, depois de dois anos de jejum.
Apostila: Percebe-se agora que, perante tanta vulnerabilidade defensiva, o "amado seleccionador" Kim Jong-il insista na opção nuclear.
17/06/10
A justiça e o 'sombrero'
Por razões de índole cultural, afectiva e familiar, tenho uma 'costela' francófila e sinto-me bem com ela.
Todavia e apesar de Verlaine e Aragon, hoje fui muito mais Octávio Paz e Azuela, talvez porque estivesse a pensar em Yeats e Joyce.
Se julgam que estou a falar de Literatura, estão equivocados. Estou mesmo a falar do mundial de futebol.
A 'justiça' chegou de sombrero e, ainda por cima, o México tem um equipamento igual ao da Irlanda.
Todavia e apesar de Verlaine e Aragon, hoje fui muito mais Octávio Paz e Azuela, talvez porque estivesse a pensar em Yeats e Joyce.
Se julgam que estou a falar de Literatura, estão equivocados. Estou mesmo a falar do mundial de futebol.
A 'justiça' chegou de sombrero e, ainda por cima, o México tem um equipamento igual ao da Irlanda.
16/06/10
Isto ou isto ou ainda isto
Isto Serviço Nacional de Saúde à beira do "vermelho" ou isto Hospitais querem poupar na alimentação ou ainda isto Hospitais violam tempo de espera nas consultas mais urgentes, demonstram que há mais país, quer dizer, 'menos país' para além do Mundial.
15/06/10
É tempo de fazer apostas
Aí estão elas, as flâmulas, desfraldadas ao vento. Bandeiras da pátria, verdes e vermelhas, que, apesar de todos os esforços, nem o Duarte Pio nem o Pinto de alterne, conseguiram tingir de azul.
Uma puxa a outra, multiplicam-se à velocidade da luz e tomam conta do cenário, primeiro nas janelas dos carros, depois nas varandas das casas, em despique ondulante com as cuecas, camisas de noite e toalhas do nosso quotidiano .
Pode entender-se um certo orgulho no cidadão que se dispõe a arvorar o símbolo pátrio porque isso significa a recuperação da auto-estima e, sobretudo, da crença, sublimada numa das poucas manifestações em que podemos aspirar à vitória, já que noutras áreas, como a saúde, a educação, a justiça ou a equidade social, a bandeira, em lugar de ser honrada, tem sido vilipendiada, para nossa vergonha.
As trombetas anunciadoras do evento constituem a exteriorização possível da ansiedade lusitana, a catarse necessária para eliminar as frustrações de uma existência madrasta.
Há pois que espernear, soprar vuvuzelas e deitar foguetes. Aproveitar aos limites a possibilidade de, por instantes, exorcizar o desencanto e o fatalismo.
Agora é momento em que estamos cegos para tudo que não seja o campeonato do Mundo, com os nossos atletas convertidos em heróis nacionais, capazes de nos dar a felicidade contagiante da vitória ou o desgosto colectivo da derrota.
É tempo de fazer apostas.
Uma puxa a outra, multiplicam-se à velocidade da luz e tomam conta do cenário, primeiro nas janelas dos carros, depois nas varandas das casas, em despique ondulante com as cuecas, camisas de noite e toalhas do nosso quotidiano .
Pode entender-se um certo orgulho no cidadão que se dispõe a arvorar o símbolo pátrio porque isso significa a recuperação da auto-estima e, sobretudo, da crença, sublimada numa das poucas manifestações em que podemos aspirar à vitória, já que noutras áreas, como a saúde, a educação, a justiça ou a equidade social, a bandeira, em lugar de ser honrada, tem sido vilipendiada, para nossa vergonha.
As trombetas anunciadoras do evento constituem a exteriorização possível da ansiedade lusitana, a catarse necessária para eliminar as frustrações de uma existência madrasta.
Há pois que espernear, soprar vuvuzelas e deitar foguetes. Aproveitar aos limites a possibilidade de, por instantes, exorcizar o desencanto e o fatalismo.
Agora é momento em que estamos cegos para tudo que não seja o campeonato do Mundo, com os nossos atletas convertidos em heróis nacionais, capazes de nos dar a felicidade contagiante da vitória ou o desgosto colectivo da derrota.
É tempo de fazer apostas.
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