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11/09/14

A data das ignomínias

Decorria o ano de 2001 e eu passeava, vagarosa e  tranquilamente, pela sedutora tarde de Copenhaga.
De súbito, o telemóvel tocou para me anunciar de supetão que a América estava a ser atacada. Assim, sem mais.
Num ápice corri até um bar de um hotel em Radhus Place, onde assisti atónito, através da televisão, por casualidade, na companhia de cidadãos norte-americanos, tão incrédulos como eu, à derrocada de um dos símbolos do poder dos Estados Unidos, às mãos da barbárie terrorista e fanática.

                                           
Entretanto, como sempre tinha acontecido desde 1973, a memória remeteu-me para um outro 11 de Setembro, o da sangueira do Chile. O golpe perpetrado pelos USA e levado a efeito pelo biltre Pinochet e seus carrascos.
Foi exactamente isso que recordei aos meus companheiros de ocasião que, justiça lhes seja feita, se apressaram a condenar.
Por vezes as ignomínias parecem combinar as datas.