Os novos emigrantes. A jovem elite da Europa para a economia alemã.
(Der Spiegel 25.02.13)
O
editorial do Der Spiegel desta semana refere que os imigrantes vêm
do sul da Europa, tal como fizeram os seus pais e avós.
São
jovens que procuram um trabalho, um futuro; em casa não têm
perspectivas e nos seus países o desemprego que atinge a juventude é, muitas vezes, superior a 50%. Deste
modo, uma nova geração de migrantes pôs-se a caminho da Alemanha.
São jovens que possuem uma boa formação em várias áreas e
dominam diversas línguas.
É
precisamente esse o tipo de imigrantes que a economia alemã está a
precisar com urgência, nas regiões onde a economia floresce e já
hoje há falta de pessoal qualificado.
Ou
seja a Alemanha rejuvenesce-se, recebe quadros altamente preparados e
torna-se ainda mais criativa e internacional à custa do esvasiamento
dos outros e a custo zero.
Assim
é fácil: O que é bom para a Alemanha é o que é mau para
Portugal, Grécia, Espanha etc.
A
ministra do alemã do Emprego chegou ao ponto de concluir, não sei se de maneira provocatória, que um dia
chegará
vez dos jovens do seu país irem para o sul com o objectivo de
fazer avançar a técnica solar.
Só
não esclareceu se o vão fazer a "trabalhar" para o bronze, de papo para o ar, nas praias do
Mediterrâneo e do Algarve.

A conclusão é simples, com estas constelações estamos feitos: A Ursa Maior, chanceler Angela Merkel deu-nos "um abraço" e preparou o caminho e a ministra Ursula (menor) von der Leyen abriu as portas.