29/09/16

Da "pobreza " em casa de ricos

                                       Vue de l'Estaque - Paul Cézanne.

Cézanne a peint des paysages et des quartiers où les pauvres vivent. Mais les tableaux finissent sur les murs des riches.

22/09/16

O óbvio



Até surpreende de tão óbvio que é.

20/09/16

Referendo às cagarras

Jornal espanhol reabre polémica sobre as ilhas Selvagens


Referendo às cagarras já e com o Cavaco na campanha.

18/09/16

Não procures fora o que está dentro

Qual é uma palavra de quatro letras que tem três embora escrita com seis enquanto engloba oito raramente é composta por  nove e nunca contem cinco.

17/09/16

Sounds of Saturday CCXXXV


Charles Aznavour: Toi et moi

14/09/16

Alma(s)

Alfama quer manter a alma lisboeta livre da invasão de casas para turistas.



Apoio incondicionalmente a resistência da alma de Lisboa ao assédio de almas de outro mundo.

O negócio da época

A Bayer compra Monsanto por 60 mil M€. Não sei em que lugar é que joga o Monsanto, mas pelo preço deve ser daqueles pontas de lança que até 'come a relva'.

11/09/16

Sons de tous les jours 4


Astor Piazzolla - Llueve sobre Santiago (1976)

Trago comigo a memória.



«Hay símbolos que trascienden al personaje, a la persona, a sus defectos y virtudes, a sus aciertos y errores políticos. Hay símbolos que trascienden a la propia realidad de la que emanan. Los símbolos nacen de gestos excepcionales y del trabajo de sus seguidores. Uno de esos símbolos indudables es Salvador Allende»

Trago comigo a memória do fim trágico de Allente e da liberdade chilena assassinada na sangueira do 11 de Setembro de 1973 em Santiago do Chile, fruto da bestialidade (des)humana parida pelo ventre ainda fecundo do fascismo, que de novo gritou o “viva la muerte” e continua a recordar-nos, a cada ano que passa, os horrores perpetrados pelos mandantes e seus matadores numa demonstração iníqua do mais absoluto desprezo pela democracia, pela Paz e pelos Direitos do Homem.

07/09/16

O piquenique


Eu sei que é uma inevitabilidade. Mas, como sempre acontece, só quando regresso é que avalio bem o que deixo de desfrutar.

06/09/16

Surrealista

Convenhamos que calor assim nem no México.

05/09/16

Hi!


Back in town.

03/09/16

Sounds of Saturday CCXXXIV


Carlos Paredes: Verdes anos

Boa Festa

Quando se está longe faz-se um aceno amigo e deseja-se BOA FESTA!

01/09/16

O último jogo in loco, a derrota e a multa.


Dinamarca - Portugal
4-2
jogo amigável

Bolas! Uma Década é uma década.

Faz hoje exactamente dez anos que, pela última vez, entrei num estádio de futebol e vi um jogo de in loco. Foi em Brondby nos arredores de Copenhaga e posso dizer que foi uma cilada preparada cientificamente pela 'melhor juventude' que não permitiu qualquer hipótese de escapar.
No relvado eram onze de cada lado mas nas bancadas o desequilibro era gigantesco.
A apoiar a selecção anfitriã, seriam uns largos milhares a transbordar de fervor patriótico. Na nossa claque, apenas umas escassas dezenas diluídas por vários núcleos perdidos naquele mar de gente.
No nosso grupinho o nível académico dos 'tifosi' era muito elevado. Seis entusiastas, entre PhDs e PostDocs, com idades na casa dos vinte e alguns até aos trinta e poucos, enquadrados por um espectador e uma espectadora, mais veteranos, que tinham sido arrastados de surpresa por aqueles jovens mais dados a bioreactores, pipetas e tubos de ensaio do que a experiências com bolas, já que o seu forte era a velocipedia, mas desejosos por se divertirem num cenário, para a maioria, insólito. Além do mais  3 000 klm de distância marcam bastante
Aliás, com a excepção de um biólogo entendido no mister, todos os outros revelaram à saciedade que a ignorância é muito atrevida...
Quando, depois do intervalo, as equipas trocaram de campo e de baliza, houve necessidade de explicar tudo outra vez, não fosse alguém desatar a aplaudir os golos dos danes.
Havia, entre nós, uma única camisola das quinas, cedida por um vizinho de alguém, que foi andando de dorsal em dorsal até ficar na posse definitiva do tal adepto conhecedor e mais barulhento que, por coincidência, a tinha em seu poder quando metemos o segundo golo e se convenceu que se tratava de um amuleto e dava sorte. Viu-se...
Na fila à nossa frente os vickings emborcavam a um ritmo superior ao que a sua selecção usava para pôr pressão sobre a nossa baliza.
Eram alegres, simpáticos e entusiastas, por cada golo ofereciam-nos latas de cerveja, as quais, inevitavelmente, iam molhar as gargantas dos compatriotas mais sedentos e habituados a fermentações ou não fossem todos cientistas.
No final, os danes tinha metido quatro golos e nós apenas dois. Isto no relvado, porque na bancada a desproporção foi muito maior. Uma autêntica abada.
A espectadora veterana ainda hoje está para perceber para que servia a bola e porque é que a pontapeavam impiedosamente e só raramente a acariciavam com as mãos, e eu há muito que desisti de tentar decifrar-lhe o mistério. No body's perfect.
Ninguém saiu cabisbaixo e, não obstante a contrariedade de uma multa por estacionamento indevido, todos aceitámos o desfecho com fair play nórdico.