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14/10/16

Reflexos do nobel

Estou a pensar que a polémica em curso me remete para o ano de 1998 quando, subitamente, algumas ilustres personalidades exibiram sinais evidentes de Licantropia aguda e desataram a uivar desesperadamente sempre que se falava em Saramago.

10/10/14

Dos Nobel




O Comité do Nobel da Paz decidiu repor a justiça na atribuição do prémio e contemplou Malala Yousufzai e Kailash Satyarthi, uma paquistanesa e um indiano.
Era o mínimo que se podia esperar de uma instituição cujo comportamento esquizofrénico, tem provocado a indignação justificada da opinião pública mundial com algumas das suas anteriores decisões.
Disse!...

10/12/12

Que Nobel?



O Comité do Nobel da Paz decidiu ignorar a coragem da jovem Malala Yousufzai e optou por atribuir o prémio à União Europeia que, este ano mais do que nunca, tem atraiçoado os seus valores fundacionais e assumiu o papel de madrasta Europa, asfixiando milhões de pessoas em vários dos seus países membros.

11/10/10

Chinesices à la Rådhusplassen (Oslo)


Oslo's Nobel Peace Center

Há muito que deixei de dar para a quermesse dos "Nobel", especialmente para o da Guerra, quer dizer, da Paz.
Tal atitude resulta, entre outras razões, da entrega, em 1973, do prémio ao «insigne pacifista», o tratante do Kissinger, à data mentor espiritual do biltre Pinochet.
Daqui não decorre, no entanto, que me abstenha de comentar a anunciada e patética sequência que se seguiu à atribuição do prémio de 2010, ao activista dos Direitos Humanos, Liu Xiaobo.
Porque recuso o duplo padrão e não tenho a memória encolhida, na minha perspectiva, entendo que não há presos políticos bons e presos políticos maus, assim como não existem Estados carcereiros bons e Estados carcereiros maus. Apenas presos políticos e Estados carcereiros.
Neste momento e pelo que consta, até a esposa do laureado se encontrará detida no domícilio, só é de esperar que os restantes parentes se aquietem porque, a não ser assim, vai ser um ver se te avias, ainda vamos ter a família toda sob prisão...
Todavia, também não ignoro que o Comité do Nobel sabia perfeitamente que a China, que não alinha no que entende serem provocações, iria reagir como reagiu, mas não se coibiu de tomar a decisão. Conhecidos os antecedentes pouco recomendáveis, resta saber qual foi a verdadeira intenção que presidiu à escolha daquela personalidade, para ser galardoada.
E depois desta deriva 'p'ro sério', apenas acrescento que não será este episódio que me impedirá de dar o saltinho anual a Oslo ou de jantar, periodicamente, não na cidade gémea de Xangai, mas no meu "Chinês" de eleição em Lisboa.