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12/07/13

O desejo do "Advogarão"

                                                                   Fernando Campos
                                                         
Este “advogarão”*, oriundo da extrema direita, teve um percurso curioso e principalmente colorido: Do verde e castanho passou ao laranja e depois ao rosa pálido, enquanto foi dizendo que antes morto do que vermelho. Pudera!
Agora, assume a cor indefinida de quem sabe (ou se sabe!...), que quem não chora não mama, não fosse ele o dono da quinta das lágrimas, e sugere que é preciso acabar com estes partidos politicos.
A expressão é demasiado englobante, logo, habilidosa, o que não admira, tendo em conta a proveniência. 
É uma opinião que nem sequer me interessa enfatizar, porque o seu autor já era contrário à existência de partidos, nem mesmo a velha União Nacional escapava, no tempo em que se assumia como nacionalista revolucionário e fazia oposição radical pela direita, à chamada primavera Marcelista.
O que importa sublinhar é que, seja qual for a sua camuflagem, o protagonismo de patriotas como este, está sempre atento à crista da onda (entrevistas à SIC e ao Jornal de Negócios), preparado para recolher os despojos dos dias que correm, independentemente da posição em que exibiu ou exibe a palma da mão, sempre que a estendeu ou estende...

* Advogado em forma de tubarão.

Imagem: http://ositiodosdesenhos.blogspot.pt/



17/11/12

Quem não chora não tem Quinta...


"O Executivo de Passos Coelho fez muito mais reformas num ano do que Portugal fez em 30” ( ...) “a coragem do Governo, que está a fazer reformas que provavelmente vão levar a perder as eleições, mas ainda assim, a anos-luz do que é preciso”(...)“Há toda uma cultura de gastar que tem de acabar”José Miguel Júdice

O autor destas declarações é um  conhecido funâmbulo, que se iniciou na extrema-direita e cujo 'deslizamento' político, tem sido curioso e principalmente colorido: Do verde e castanho passou ao laranja, depois ao rosa pálido, onde travou (o que é que esperavam?) e se quedou durante uns tempos.
Agora, que está volta ao laranja, ninguém pode exigir ir que por lá permaneça quedo e mudo.
Uma coisa é certa, o homem sabe mudar e travar a tempo, limitando-se a chorar quando é oportuno, ou não fosse ele o dono da famosa "Quinta das lágrimas", enquanto demonstra à saciedade que não tem  tendências suicidárias.
Pudera! Ele que durante tanto tempo proclamou à boca cheia: Antes morto do que vermelho!

09/02/08

Quem chama o quê a quem?

José Miguel Júdice veio da extrema-direita e talvez por isso tenha demorado muito tempo a perceber que chamar fascista a alguém, como o fez em relação ao actual Bastonário, é mesmo grave.
Logo ele, para quem o epíteto foi um elogio durante largos anos, quando dizia à boca cheia: Antes morto do que vermelho!
O seu percurso tem sido, aliás, curioso e principalmente colorido: Do verde e castanho ao laranja e depois ao rosa.
Calma! Que se aquietem os espíritos, porque vai certamente quedar-se por aqui, o que prova que a rosa não é sequer avermelhada e, além do mais, não o vejo com tendências suicidas.