Mostrar mensagens com a etiqueta Picasso. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Picasso. Mostrar todas as mensagens

11/09/13

Onzes de Setembro

"Vale a pena morrer pelas coisas sem as quais não vale a pena viver."
Salvador Allende

As sangueiras dos 11 de Setembro de 1973 em Santiago do Chile e de 2001 em Nova York, cada uma com o seu significado próprio, mas ambas fruto da bestialidade (des)humana parida pelos ventres, de novo fecundos, do fascismo e do fundamentalismo religioso, representam sem margem para equívocos, o triunfo da barbárie que continua a imperar no mundo actual.
Tal como esta, outras datas ao longo do ano constituem efemérides de acontecimentos, cuja crueldade e violência deveriam constituir para os homens razão sobeja para parar e pensar até onde podem conduzir, a manutenção a qualquer preço de privilégios imorais e de desigualdades inaceitáveis, bem como a intolerância e o fanatismo elevados ao nível da mais completa irracionalidade.
É tempo de dizer basta ao grito de “Viva la muerte”, denunciado na terrivelmente bela "Guernica" de Picasso, que em cada 11 de Setembro nos ecoa aos ouvidos e nos recorda os horrores perpetrados pelos mandantes e seus matadores, em duas demonstrações iníquas do mais absoluto desprezo pela liberdade, pela paz e pelos direitos do homem.


Pablo Milanes & Silvio Rodriguez

03/04/12

Das pombas

                    Pablo Picasso: Pomba da paz

Disse Picasso «Je ne cherche pas, je trouve», mas as suas pombas da Paz continuam a procurá-la sem a encontrar.

                                                   
                                                               Implacable caricatura de Alberti por Picasso


LA PALOMA
Se equivocó la paloma,
se equivocaba.
Por ir al norte fue al sur,
creyó que el trigo era el agua.
Creyó que el mar era el cielo
que la noche la mañana.
Que las estrellas rocío,
que la calor la nevada.
Que tu falda era tu blusa,
que tu corazón su casa.
(Ella se durmió en la orilla,
tú en la cumbre de una rama.)
Rafael Alberti