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20/10/10

Variações 'laranja' sobre o Orçamento, com breve passagem pelo "cavalo imaginário de Prévert".

Parece que o Coelho rompeu com o Angelo, i. é, a criatura tramou o criador. Lá diz o povão que quem se mete com "putos" acaba com as fraldas na mão.
Lembrar-me eu da "Fantasia" que, em tempos, escrevinhei aqui, quando o cavalo imaginário de Prévert e a mula da Cooperativa, ainda não tinham jogado de garupa na classe política e decidido tirar férias vitalícias nas dunas de Porto Santo, para viver o seu 'romance de cavalaria'.

(...) O Angelo, exibindo o tradicional ar paternalista, indagava do Passos: -Já tinhas sido punido antes? E este respondeu: -Não, só depois!... e virando-se para o seu mentor, perguntou com visível ansiedade: -Que tal me portei?
-Muito bem! Retorquiu o Ângelo, com a ênfase que todos lhe conhecem, enquanto calcava o Narguilé das "suas" arábias, com uma tacha de cabeça larga (é inesgotável o seu stock de pregos). -
A tua performance foi fantástica, quase parecias uma lebre.Este, agradado com a cenoura, atreveu-se a perguntar:
-Atão e agora o que é que eu faço?
( E o Patinha ansioso sem ter resposta: -Chamaram-me?)-Por enquanto nada, o Pedro vai andar por aí, só tens que esperar que a velha dama caia, porque eu vou dar-te uma nova sota na altura própria.
(...)

Quem diria que, passados estes anos em que o tal Pedro andou -pouco- e a velha dama caíu -muito-, o discípulo do Angelo se havia de baldar à sota e jogar o ás, enquanto mandava o mestre pregar para o deserto (das Arábias) e decidia espalhar a confusão na Quinta de S. Bento, a partir da lorga da Lapa.
Ingrato!
Apostila: Desconheço se o Patinha já pagou as multas, mas isso faz parte do resto da ´"Fantasia" e agora não vem ao caso...

21/09/10

Retrato do trânsfuga


A certa altura do seu percurso político, muda de campo, dando o salto da esquerda para a direita, para gáudio de muitos -residentes- que o acolhem em festa, como se já adivinhassem a cambalhota.
Certamente que em consequência de problemas mal resolvidos, esta espécie de funâmbulo útil, tem por hábito atacar os seus alvos com especial impetuosidade, como se pretendesse exorcizar o próprio passado, enquanto vagueia qual alma penada através dos media.
Não se limita a renegar os ideais que perfilhou e jogou fora juntamente com a dignidade, vai mais longe e procura mostrar ao poder que serve, que pode contar com ele, verdadeiro escoteiro da direita, na primeira fila, para combater a esquerda com o empenho e a eficácia de quem conheceu o "perigo" por dentro.
Gente pouco frequentável, o trânsfuga, de ontem e de hoje, merece o mais profundo desprezo, porque sabe o que faz e porque as sinecuras com que foi e é recompensado não deixam quaisquer dúvidas quanto à sua módica dimensão ética e moral.

Imagem: Web

17/06/10

Elas e a produtividade

É um facto incontestável, com este clima e praias desde Caminha a Vila Real de Santo António, o trabalho em Portugal é mesmo 'trabalho forçado' de Abril até Outubro.
Por isso nem espanta que, para aumentar a produtividade (risos) e pôr fim à mandranice das pontes, as duas deputadas beatas, que são uma espécie de resto do grupo parlamentar do PS, venham propor a transferência dos feriados civis e religiosos, para as segundas-feiras.
Desta vez e sem malícia, quase que estou de acordo: É que já estou farto de ver a Páscoa a calhar ao Domingo.

10/06/10

A tirada

(...) Ninguém nos ensina a ser portugueses. Cavaco Silva, em Faro

Nem mais! É preciso acabar com as peneiras aos burocratas de Bruxelas, ao Sr. Trichet do BCE e, sobretudo, à dupla Merckel - Sarkozy.
Diria mesmo que, em face desta tirada patriótica e cheia de 'raça' -à altura de um Duarte Pio- o nosso presidente merecia ter-se atribuído uma condecoração a ele próprio, passe a redundância, antes da bambochata que sucede à cerimónia de condecorações.


Poderá também ter interesse em: ....Raça..........Há sinceridade.......

02/06/10

Está ou não está a ser um flop, o efeito da trilogia dos EFES na vivência quotidiana do país cabisbaixo, sorumbático e, por enquanto, Socratiano?

Agora que se aproxima o mundial de futebol e ainda perduram os ecos da euforia rubra dos seis milhões, que a visita Papal a Fátima deixou marcas indeléveis e o fado está bem e recomenda-se, proponho-me deixar aqui uma sugestão para uma série de “Prós e Contras” subordinados ao tema: Está ou não está a ser um flop, o efeito da trilogia dos EFES na vivência quotidiana do país cabisbaixo, sorumbático e, por enquanto, Socratiano?
Seria, a meu ver, uma excelente oportunidade para a palavrosa Fátima, a outra, aplicar o seu larguíssimo critério de equidade e promover uma série de tertúlias, a propósito, com conhecidos especialistas nas matérias, a saber:
O professor Queiroz, o estilista, que anuncia à exaustão que tem um feeling igual ao do banco que lhe paga o anúncio; o frei César das homílias à segunda, desde que previamente lhe retirem os fósforos, isqueiros, pederneiras, enfim, tudo o que provoque fogo; o laico João, que pouco sabe e muito diz, mas necessita de estar na ribalta e de momento não há eleições lá fora para passear; a Elisa dos concursos, porque (se a memória me não falha) a última aparição remonta à votação no Botas; o Bagão melífluo, imprescindível, que sabe das podas e até já entrou num filme, no qual não cantou nem se presignou, mas declamou; o Rui sindicalista –tendência “Gant”– que vai a todas e entende tanto de sondagens como de bola ou vice-versa; a Dra. Kátia, fadista cavaquista, se não estiver de banco ou a fazer publicidade a um outro; o Rogeiro pós-tudo, que de tudo sabe, nomeadamente, do efeito vertiginoso da rosca nos parafusos sem porcas e a sua influência no equilibrio de forças na conjuntura internacional; o Rui dos caracóis, com os chips que deveriam integrar a estrutura das novas bolas, a fim de tornar inúteis os milagres de Fátima que validam golos-fantasma; O Amaral, psi dos finórios, para nos explicar o que vai na alma dos árbitros assistentes, no momento do offside; o Sousa Ta(libã)vares, para denunciar o mistério da ausência do 4º F (de fumar); O Dias venenoso, depois lhe ministrarem uma dose reforçada de valeriana e desde que exista um antídoto por perto; o eclético Magno, o Maquiavel da Areosa, sob a condição de não levar com ele, os milhares de amigos bem colocados; a Pluma Caprichosa do eixo, que não está fadada para ter fé na bola, mas mas consegue discretear sobre os três temas; o Seara das queijadas para assegurar a ceia aos convidados; o Pôncio ressabiado, a defender a teoria da intensidade das patadas dos centrais do seu clube; o Santos “o grego”, bivalente, mas francamente melhor em rezas do que em táctica; a soror Isilda pega(n)do num abaixo assinado a favor da transmissão de fados ao longo das peregrinações; o nobilíssimo Câmara Pereira, que sonha levar o fado ao trono, acompanhado à guitarra; a Zézinha funâmbula a tecer loas à agudeza de espírito do seu amado Botas, no aproveitamento da trilogia; o padre Melícias, porque é sempre um acto de misericórdia convidá-lo; o abutre, perdão, o abrupto Pacheco, que está muito a tempo de enveredar pela carreira de fadista e abrilhantar as noites de verão da Marmeleira, nos intervalos dos postes, comentários e comissões; o Barreto, "o saudoso" que, lembrando-se da esmerada educação que recebeu na Suiça, está sempre pronto para ouvir o fado do latifúndio; o Santana menino que, a cantar o fado vadio, vai ajustando as contas e nunca perde oportunidade para dar no 'cavaquinho' com a 'vareta' do violino; o Ricardo, 'o mãozinhas', com um segurança por perto, não vá ele subtrair à sorrelfa um ou dois microfones; etc., etc.
Para preencher os intervalos, nada melhor do que uns bons momentos de fado, com o pândego Proença, o amarelo (que não da carris), mais a sua conversada, a patusca Helena trabalhista, a cantar à desgarrada o faduncho "bambochatas sim manifs não!" -Ah Fadistas!!!
E chega de potênciais participantes porque nas matérias em questão, é impossível esgotar a lista de personalidades à altura do evento e o poste já vai longo.

05/05/10

Três badaladas e...

O país bem pede que o tirem da tumba, clamando que (ainda) não está morto, mas os anteriores coveiros -ex-ministros das finanças: Ernâni Lopes, João Salgueiro, Medina Carreira (le vieux pervers), Braga de Macedo, Ferreira Leite, Eduardo Catroga, Miguel Beleza, Pina Moura (por supuesto), Bagão Félix e Campos e Cunha, que ao longo dos anos lhe foram deitando pazadas em cima, acorrem pressurosos a informar o claviculário-mor do túmulo, de que, afinal, o suposto defunto está é mal enterrado.
Entretanto, aflito, Teixeira dos Santos esforça-se debalde por não tombar o balde de cal.



Pode tambem ter interesse em: Os sujeitos...

16/04/10

Banalidades do Possolo

Achei uma coisa extraordinária, "um Islandês a namorar uma Alentejana".
Maria Cavaco
A Maria sabe o que diz: Se fosse um Lapão a namorar uma Transmontana seria uma coisa ordinária...

20/03/10

Orange beauty.

Porque é que as pessoas hão-de ser, assim, tão mal agradecidas!? Quando toda a gente sabe que foi exactamente pelo aspecto físico que a Manuela foi escolhida...

14/02/10

Não tenho dúvidas...

...depois do fracasso da plástica, nem a máscara carnavalesca vale à Moura Guedes, a solução está mesmo na reincarnação.

09/02/10

Calma aí!...

Já tive oportunidade de manifestar a minha inquietação pela eventual, repito, eventual, existência de sinais que podem configurar ameaças à liberdade de expressão, a qual tem para mim um valor intocável, seja qual for o enquadramento em que se exerça.
A vertigem fundamentalista de devoção à liberdade, que se apossou de algumas conhecidas personalidades e afins, aliás, demasiado identificados (a maioria) com as direitas -a folclórica e a selecta-, a que se juntaram os idiotas úteis do costume, que vão a todas, deixa-me dúvidas substânciais.
Daí que prefira manter alguma expectativa e aguardar pela evolução dos acontecimentos. Assim sendo, respigo parte do que escrevi num poste anterior:
"...demarco-me do oportunismo das damas e cavalheiros ofendidos que, na sua maioria, parecem ignorar que, além de telhados de vidro, também têm a memória volátil. ".

(Tudo isto é a bem da nação...)

Apostila: A todos os outros com quem mantenho afinidades várias, mas decidiram adoptar outro posicionamento que não o meu, apenas desejo acrescentar que os compreendo, com a mesma a convicção que sei que têm em aceitar a minha postura.

21/01/10

Da onomástica


Que país é este, não de excelência mas de excelências, em que muita gente influente, assumiu as chancelas de "doutor" ou "doutora", após um "crisma" feito à pressa, transformando essas expressões nos nomes próprios mais vulgares de toda a panóplia onomástica e destronando inapelavelmente as Marias e os Manueis, que marcavam os antigos baptismos?

Imagem: Guilherme Batista-designer

10/12/09

"Funambulices"

O psd é, a modos que, uma pia de porco(a), onde se autodespejaram as duas mais famosas damas funâmbulas da nossa vida politica.
Primeiro foi a Zita arrependida que para lá foi expiar culpas, por ter sido, antes, pró aquilo em que, depois, se transformou...
Agora temos uma pós-Salazarenta, equilibrista, que, à boa maneira do amado ditador, parece querer o circo só para ela.
É caso para afirmar: Antes palhaço hoje do que Zezinha ontem e amanhã.

The witch e a Cimeira

Adivinha-se que a Cimeira de Copenhaga vai ficar muito aquém das expectativas, mas a ausência de resultados positivos não basta para satisfazer the witch, aka, Mooselini, que decidiu desafiar o seu presidente a boicotar a mesma.
Poluidora compulsiva, como se provou durante a última campanha eleitoral, já não restam dúvidas de que, cada vez que se pronuncia sobre problemas ambientais, esta espécie de "aprendiz(a) de feiticeira", emite gases tóxicos suficientes para aumentar o efeito de estufa.

30/11/09

O lado "Ibero" da Cimeira II


Na recepção em Belém, o Cavaco ficou no pau da roupa porque o Zapatero foi à beira Tejo, junto à Torre, matar saudades de Madrid...

26/10/09

Flashes governamentais com (cinco + um) sentido(s).


- Há por aí quem consiga imaginar que uma sindicalista da ugt, tendência versace, pode trazer um perfume de mulher à concertação social.
Não me cheira...

- A Música, que já deu vários académicos ao ministério da cultura, chega, enfim, ao lugar de ministra, pelos dedos, i. é, pelas mãos de uma conceituada pianista.
Até aqui não tinha passado da secretaria de estado, através de dois musicólogos e um melómano especialista em Chopin, com um ph. d em disco sound (tirado à noite) pela universidade da koltura da kapital.
Soa bem...

- Ao ser colocado na defesa e tendo em conta a sua fama de caceteiro, o normal será que o novo titular veja dois cartões amarelos e que um vermelho o ponha na rua.
Não se está a ver...

- O convidado de Georgetown, Amado dos americanos, continua a manter o franchising da mc donalds e a garantir que Afeganistões e outros Iraques, vão continuar na ementa.
Sabe mal ao paladar...

- A novel educadora prepara-se para meter as mãos no fogo, depois de há muito ter vindo a apalpar a(s) massa(s) a levedar.
Vai ter muito que tactear...

- Esgotados que são os cinco sentidos, resta-me ficar por aqui. Mas se houvesse um sexto, seria apenas para confirmar o antigo pressentimento de voltar a ter Sócrates.

17/10/09

Cinegética

Como já estamos em Outubro, a Helena abriu a caça ao Coelho.

16/10/09

Ei-los que voltam (velhos e novos)

No grande palco de S. Bento tinhamos algumas Figuras, muitos Figurões, várias Figurinhas e uns quantos Figurinos. Tudo o resto eram Figurantes.
Isto, mais ou menos, escrevi eu faz tempo, referindo-me ao grande anfiteatro. Agora, a Cena vai ser outra e outro o elenco. Palpita-me que vai haver menos comédia e mais drama e, quem sabe, talvez se chegue mesmo à "tragédia".

15/10/09

A Dona Yayá II

A Dona Yayá tem a cretinice ao nível da beleza. É um facto que poucos discutem. Mas, no meio de tanta celeuma rídicula, só falta mesmo que um patriota ofendido, venha dizer que o individuo que colocou a placa invertida numa casa de Sintra, era um biscateiro imigrante brasileiro.

14/10/09

A Dona Yayá

A Maité, que eu só conhecia da Selva, como Dona Yayá, antes de ouvir dizer que frequentou um Tuga letrado, é uma imbecil encartada que tratou os portugueses quase tão mal como estes -muitos- se referem aos brasileiros.
No entanto, a manifesta debilidade mental que que lhe faz moldura, não a impediu de mostrar admiração pela votação que elegeu o ditador como o homem mais importante de Portugal, o que, no mínimo, é bizarro...
De sublinhar ainda uma particularidade invulgar, em terra lusa, a fulana não tem ponta de graciosidade quando cospe.

08/10/09

Vendo melhor, não adivinhou.

Na verdade, a futura "ex-autarca" não adivinhou coisa alguma e a questão está em que ela não se enxerga mesmo, ou então, são afrontamentos de quem sofre dos afrontamentos daquela idade.
Depois de ter dito que Bruxelas era uma Gamela -ela lá sabe o que comeu- segue-se esta (ex)citação ridícula e parola (só podia), obviamente encomendada.
No que me toca, estou fora, por isso restam só cinco milhões novecentos e noventa e nove mil novecentos e noventa e nove…