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05/11/14

De novo a censura


Faz tempo que um efebo, de nome Sebastião, a quem deram um reino quando ele apenas tinha idade para a reinação, decidiu decretar penalizações para quem violasse as regras da censura, as quais iam desde a confiscação de bens, ao exílio e à pena de morte, para além da queima obrigatória das obras apreendidas.
A Censura inquisitorial tinha sido iniciada cerca de trinta anos antes pelo Inquisidor-mor, o Cardeal D. Henrique, que foi também o grande mentor do soberano.
Vem esta referência a propósito do que, paulatinamente e sob desígnios obscuros, se instalou na Tugalândia, em matéria de manipulação e controle dos média e despedimentos ignóbeis de jornalistas ou na proibição de publicações e obstrução a reuniões. 

     

                                     
É certo que poderia ter recorrido a referências mais recentes, como casos que ocorreram no tempos plúmbeos dos coronéis salazarentos e esclerosados e das perseguições arbitrárias a muitos profissionais da comunicação.
Mas não, preferi recuar uns séculos, para dar mais ênfase a este mal atávico, ao verberar os actuais cultores da interdição discricionária e da informação pela deformação.
Gente de módico estofo e puritanismo bacoco, personagens residuais da Democracia, de azul no blazer, exímios no lápis do “corta” ou na imposição do "cala", que, num tempo de novo propício à censura, se prestam a servir de muleta a este poder manco e perverso.

01/11/12

Da Censura e dos derivados que se anunciam




Faz tempo que um efebo, de nome Sebastião, a quem deram um reino quando ele apenas tinha idade para a reinação, decidiu decretar penalizações para quem violasse as regras da censura, as quais iam desde a confiscação de bens, ao exílio e à pena de morte, para além da queima obrigatória das obras apreendidas. 
A Censura inquisitorial tinha sido iniciada cerca de trinta anos antes pelo Inquisidor-mor, o Cardeal D. Henrique, que foi também o grande mentor do soberano.

Vem esta referência a propósito do que, paulatinamente e sob desígnios obscuros, se está a instalar na Tugalândia, em matéria de manipulação e controle dos média.



É evidente que poderia ter recorrido a episódios mais recentes, como os que ocorreram no tempos plúmbeos dos coronéis salazarentos e esclerosos.

Mas não, preferi recuar uns séculos, para dar mais ênfase a este mal atávico da censura e alertar os leitores para os actuais cultores da informação pela deformação, personagens residuais da Democracia, de azul no blazer, no lápis e no “corta”, que, num tempo propício à censura, sob a orientação subtil e eficaz do falsificador-mor, o Diácono Relvas, se prestam a servir de muleta a um  governo manco e a preparar a opinião pública para o bloco central que se perfila, com a colaboração explicita ou dissimulada  dos equilibristas do costume.

                                               


09/02/10

Calma aí!...

Já tive oportunidade de manifestar a minha inquietação pela eventual, repito, eventual, existência de sinais que podem configurar ameaças à liberdade de expressão, a qual tem para mim um valor intocável, seja qual for o enquadramento em que se exerça.
A vertigem fundamentalista de devoção à liberdade, que se apossou de algumas conhecidas personalidades e afins, aliás, demasiado identificados (a maioria) com as direitas -a folclórica e a selecta-, a que se juntaram os idiotas úteis do costume, que vão a todas, deixa-me dúvidas substânciais.
Daí que prefira manter alguma expectativa e aguardar pela evolução dos acontecimentos. Assim sendo, respigo parte do que escrevi num poste anterior:
"...demarco-me do oportunismo das damas e cavalheiros ofendidos que, na sua maioria, parecem ignorar que, além de telhados de vidro, também têm a memória volátil. ".

(Tudo isto é a bem da nação...)

Apostila: A todos os outros com quem mantenho afinidades várias, mas decidiram adoptar outro posicionamento que não o meu, apenas desejo acrescentar que os compreendo, com a mesma a convicção que sei que têm em aceitar a minha postura.

06/02/10

De novo o risco do risco?


Letras e traços, só mesmo os dos lápis que figuram no espaço "solidariedades" da barra lateral, e desses não importa a cor.
Quem correu o risco de sentir o risco do lápis azul e sofreu na pele a dureza da perseguição e censura fascistas, não pode ficar indiferente perante a eventual ocorrência de novos cortes e restrições à liberdade de informação, tenham eles a cor que tiverem e seja qual for a forma que configurarem.

03/02/10

Encrespados

Independentemente de considerar que Mário Crespo é um pivô de noticiário televisivo, bem preparado, confesso que nunca apreciei o seu engajamento político-ideológico, aliás, habilmente dissimulado.
Tão pouco me agrada a sua insuportável pedantice, sublimada no estilo afectado e no discurso pernóstico.
Além do mais, retenho na memória (como não?), os tempos do ignóbil Apartheid e as cumplicidades pouco recomendáveis, como Kaulzices antigas e Bushices recentes.
Todavia, nada do que precede me impede de experimentar alguma inquietação perante a versão que por aí circula, acerca das intenções de Sócrates relativamente ao jornalista, que, a corresponderem à verdade, são no mínimo preocupantes.
Quanto ao mais, para não variar, demarco-me do oportunismo das damas e cavalheiros ofendidos que, na sua maioria, parecem ignorar que, além de telhados de vidro, também têm a memória volátil.