28/02/10
Música da segunda circular
27/02/10
Saturday evening XVI
Joan Manuel Serrat - Buenos tiempos
(Atentem bem nesta canção. Está aqui tudo.)
Buenos tiempos
Corren buenos tiempos
para la bandada
de los que se amoldan a todo
con tal de que no les
falte de nada
Tiempos fabulosos
para sacar tajada
de desastres consentidos
y catástrofes provocadas
Tiempos como nunca
para la chapuza,
el crimen impune
y la caza de brujas.
Corren buenos tiempos
para equilibristas,
para prestidigitadores
y para sadomasoquistas.
Y silenciosa
la mayoria,
aguantando el chaparron
al pie de un cañon
de papel maché,
come el pan nuestro
de cada dia
con un culo así
contra la pared.
Llorando en el mar,
viendolas venir,
viendolas pasar,
pasar,
pasar.
Corren buenos tiempos
para esos caballeros
locos por salvarnos la vida
a costa de
cortarnos el
cuello
Tiempos fabulosos
fabulosos para plañideras,
charlatanes visionarios
y virgenes milagreras.
Tiempos como nunca
para echarle morro
o sacar coraje
y pedir socorro.
Corren buenos tiempos
preferentemente
para los de toda la vida,
para los mismos de siempre.
Para los mismos de siempre.
Siempre. Siempre.
Se ele mandasse...
Por mim e no que a ele diz respeito, nem precisava de se dar ao trabalho, nunca lhe dei ouvidos...
26/02/10
Incomodidade
Por uma questão de ética e de honestidade intelectual recuso o duplo-padrão, não é por ignorarmos os factos que os factos deixam de ter tido lugar. Delito é punir alguém por delito de opinião.
25/02/10
A tragédia e o Senhor da Vigia
A impressionante tragédia que ocorreu na ilha da Madeira requer, para além da solidariedade e respeito, alguma contenção na análise e nos comentários que, a cada momento, nos afloram à mente.Não obstante, não é mais possível ficar silencioso perante a postura lamentável do Senhor da Vigia, que não se enxerga e continua a regurgitar baboseiras e a bolçar insultos, chamando de canalhas aos que questionam as opções levadas a cabo na ilha, no que respeita ao ordenamento do território.
Desta vez, porém, introduziu uma nuance calculista, já que foi selectivo e poupou os 'contenentais' -que ainda há pouco tempo tinha, mais uma vez, ultrajado-, repetindo à saciedade, que não é altura de brincar com a política. Pudera! De onde é que lhe vai chegar a ajuda?...
Entretanto e enquanto manipula a actualização do número real das vítimas, num momento em que ainda não foram retirados dos escombros todos os corpos e que há funerais por realizar, insiste no anúncio da realização da festa da flor.
Não podia aguardar mais alguns dias para manifestar a intenção, respeitando a dor dos súbditos.
É um 'sempre em festa', este Presidente do Governo Regional e Conselheiro de Estado com perfil de alambique que, no alto da sua pesporrência continua, como sempre, a salvo de qualquer dilúvio.
Não temos conserto mas temos concerto.
Agora é a filha do maestro, a Inês, que está posta em desassossego* e nos vai dando uma 'Tocata e Fuga'.
*Coitada, anda num constante vai e vem entre Paris e Lisboa.
24/02/10
23/02/10
Sinais de 'fumo' (ele chama-lhes de fogo).
Apostila: Sousa Tavares deixou cair a pesporrência e 'revelou-se' na maneira pouco eficaz como tratou os assuntos mais polémicos, já que Sócrates continuou a negar tudo acerca de tudo. Aliás, só falta mesmo arranjar um padre que o questione no confessionário.
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22/02/10
Três anos hein?!
Passa hoje o terceiro aniversário do bons tempos hein!? que, mais uma vez, tem direito a uma prenda especial.
Todavia, não foi necessário esperar muito tempo para recuperar hábitos antigos, i. é, sempre que a sopa me cheira a esturro, não hesito em partir a loiça, apesar de já não saber bem o que fazer dos cacos, que cada vez são em maior número.
É que, sem me ter dado conta, já lá vão 1254 postes, envolvendo uma alteração na forma, mas mantendo fidelidade aos conteúdos.
20/02/10
O candidato do 'rei'
Da dúvida
19/02/10
Tão perto
O gesto do 'facho'

Este biltre saleroso há muito que não fazia um 'gesto manual' mas, convenhamos, há que sublinhar o pudor de que deu provas, porque o que seria expectável, era o braço estendido com a palma da mão virada para baixo.
As ostras e as pérolas 1
Luis Figo (Tsf)
18/02/10
Dois poderes
Não vou tão longe, mas reconheço que faz muito tempo que deixei de entender como notícias, aquilo que os media publicam ou transmitem, bem como de valorar grande parte das opiniões expressas nos mesmos.
Por outro lado, estou muito próximo de subscrever a declaração de Mencken, de que todo o homem decente devia sentir vergonha do governo sob o qual vive, dado que, à medida que o tempo vai passando, cada vez mais, se acentua a minha desilusão, com as políticas levadas a cabo pelos sucessivos governos que tenho conhecido.
Tudo isto para dizer que, sendo diferentes, estes dois poderes, ambos 'fácticos', têm tanto de comum entre eles, que acabam por se completar sempre que actuam para lá dos limites da decência e da ética. quando se bajulam e quando se invectivam.
16/02/10
15/02/10
Firme
14/02/10
Não tenho dúvidas...
Já enjoa...
13/02/10
Nada de comparações
12/02/10
Poste de recurso
11/02/10
Finalmente a liberdade

Há vinte anos era assim: O líder africano Nelson Mandela foi libertado hoje da prisão de Victor Verster, na Cidade do Cabo, onde esteve detido durante 27 anos por ordem do governo racista sul-africano.
O seu encarceramento era a imagem do domínio branco e do sistema de apartheid que negava direitos políticos aos negros e marcava de opróbrio a África do Sul.
Após a libertação, Mandela foi acolhido na Cidade do Cabo por uma multidão emocionada de 50 mil pessoas.
O espanejador
Assim que percebeu que a coisa cá dentro estava a atingir o ponto de fusão, tratou de preparar a "marcha" de regresso, antes que chegue o degelo...
10/02/10
O conto do...

Este último, então, é uma alternativa oportuna para todos os incautos, que costumam aplicar o décimo terceiro mês na compra de vigésimos premiados, em Santa Apolónia.
Os nomes do salário VII
Salário EDP: É o barulho das luzes.
Salário TAP: Voa logo.
Salário CP: Sempre atrasado.
Salário Google: Busca(-o).
09/02/10
Calma aí!...
A vertigem fundamentalista de devoção à liberdade, que se apossou de algumas conhecidas personalidades e afins, aliás, demasiado identificados (a maioria) com as direitas -a folclórica e a selecta-, a que se juntaram os idiotas úteis do costume, que vão a todas, deixa-me dúvidas substânciais.
Daí que prefira manter alguma expectativa e aguardar pela evolução dos acontecimentos. Assim sendo, respigo parte do que escrevi num poste anterior:
"...demarco-me do oportunismo das damas e cavalheiros ofendidos que, na sua maioria, parecem ignorar que, além de telhados de vidro, também têm a memória volátil. ".
(Tudo isto é a bem da nação...)
Apostila: A todos os outros com quem mantenho afinidades várias, mas decidiram adoptar outro posicionamento que não o meu, apenas desejo acrescentar que os compreendo, com a mesma a convicção que sei que têm em aceitar a minha postura.
Da frente para trás
08/02/10
Essa do Queiroz...

Está visto que não gosta que o critiquem e, vai daí, alçou da bengala, perdão, da manápula (mais ao jeito do 'Gorgão' Queiroziano), para agredir um jornalista que lhe tinha contestado as opções tácticas.
Curiosamente, em tempos, este capataz da selecção, que agora ficou crespo, comungou as mesmas "crenças" e moveu-se nos mesmos "espaços" de um outro Crespo, o Mário, pelo que seria estimulante para a mística das quinas, se o pivô da Sic, se tornasse também comentador desportivo, para podermos avaliar como é que ambos se iriam entender, durante o campeonato do mundo que, por ironia, terá lugar num país de que eles gostavam muito, só que agora já liberto do Apartheid...
06/02/10
De novo o risco do risco?

Letras e traços, só mesmo os dos lápis que figuram no espaço "solidariedades" da barra lateral, e desses não importa a cor.
Quem correu o risco de sentir o risco do lápis azul e sofreu na pele a dureza da perseguição e censura fascistas, não pode ficar indiferente perante a eventual ocorrência de novos cortes e restrições à liberdade de informação, tenham eles a cor que tiverem e seja qual for a forma que configurarem.
05/02/10
Guess...
04/02/10
Preocupação
03/02/10
Encrespados
Tão pouco me agrada a sua insuportável pedantice, sublimada no estilo afectado e no discurso pernóstico.
Além do mais, retenho na memória (como não?), os tempos do ignóbil Apartheid e as cumplicidades pouco recomendáveis, como Kaulzices antigas e Bushices recentes.
Todavia, nada do que precede me impede de experimentar alguma inquietação perante a versão que por aí circula, acerca das intenções de Sócrates relativamente ao jornalista, que, a corresponderem à verdade, são no mínimo preocupantes.
Quanto ao mais, para não variar, demarco-me do oportunismo das damas e cavalheiros ofendidos que, na sua maioria, parecem ignorar que, além de telhados de vidro, também têm a memória volátil.
02/02/10
Prévert e o camarada sol (e o que adiante se verá)
Devant la porte de l'usine
le travailleur soudain s'arrête
le beau temps l'a tiré par la veste
et comme il se retourne
et regarde le soleil
tout rouge tout rond
souriant dans son ciel de plomb
il cligne de l'oeil
familièrement
Dis donc camarade Soleil
tu ne trouves pas
que c'est plutôt con
de donner une journée pareille
à un patron?
Jacques Prévert

Sei do sol
Sei do sol nascente
e do ardente
duelo ao sol.
Sei do sol a pino
e do felino
golpe de sol.
Sei do sol latente
e do silente
tanger do sol.
Sei do sol do sul
e do azul
passeio ao sol.
Sei do sol poente
e do cadente
adeus do sol.
Sei tanto do sol,
haja o sol que houver,
sei que não há sol,
como o de Prévert.
Nota: Esta deriva poética (?) é a consequência óbvia do excesso de sol que apanhei ontem à tarde. De vez em quando inspiro-me em Prévert e só espero que 'ele' me perdoe o atrevimento.






