30/08/14
28/08/14
Aconteceu na América
Antigamente dizia-se: Nove em cada dez estrelas usam Lux (a restante não se lavava...).
Actualmente diz-se: Nove em cada dez americanos têm uma arma (o que sobra está morto...).
Apostila: Porquê as crianças?
27/08/14
Sol enganador
King's garden
Enganador o Sol que por aqui paira, furtivo, quando assoma a uma qualquer janela do céu e se recolhe de presto com a leveza da chegada. Não aquece o lugar...
Hoje, porém, foi diferente, condescendeu e abriu as cortinas feitas nuvens para, demorado e sedutor, convidar a cidade que, disponível e sensual, despojada e sem cuidar de vestes, se esparramou na areia e na relva, até ficar saciadada e, finalmente, se render mal a noite se insinuou.
25/08/14
Uns e outros
O que
se passou em Hollywood faz pouco mais de uma semana, tem óbvias
semelhanças com o tempo de ignomínia do Macartismo, nos anos
quarenta/cinquenta do século passado, não obstante o denunciante de
serviço – a par de Elia Kasan- o cowboy medíocre Ronald Reagan,
já ter batido as botas há muitos anos.
Agora é o casal Penélope
Cruz e Javier Bardem, que está a ser alvo de perseguição na Meca
do cinema, pelo apoio expresso que ambos estão a dar à causa
palestiniana.
Não deixa de ser irónico que ambos tenham sido recentemente dirigidos por um judeu famoso, o genial Woody Allen.
Provavelmente, no futuro, vão ter de se contentar com Pedro Almodóvar e outros.
Não deixa de ser irónico que ambos tenham sido recentemente dirigidos por um judeu famoso, o genial Woody Allen.
Provavelmente, no futuro, vão ter de se contentar com Pedro Almodóvar e outros.
Como era expectável, surgiram também algumas grandes estrelas -lato sensu-como Arnold Schwarzenegger e Sylvester Stallone a manifestar o seu apoio a Israel.
Quanto custa?
Quanto custa uma estátua a um bombista?
A resposta é simples: Depende do montante das quotas de cada sócio morto que ainda está no activo.
A resposta é simples: Depende do montante das quotas de cada sócio morto que ainda está no activo.
23/08/14
21/08/14
19/08/14
Sem e com cinismo.
Sem cinismo: Os tipos do Hamas são uns facínoras, sunitas fanáticos e assassinos compulsivos, que querem pôr fim ao estado legitimo de Israel.
Com cinismo: Hoje acertaram mais três rockets numa zona desabitada e Netanyahu interrompeu as conversações de paz.
Gaza
Sem cinismo: Os Yasidis do norte do Iraque que foram convenientemente desprezados, pelos novos Godofredos: Bush, Blair eAznar (incluindo o homúnculo Barroso), à época mais interessados em atestar o depósito, do que em preocupar-se com uma minoria que professa uma religião exótica e inofensiva, estão a ser vítimas das maiores atrocidades perpetradas pelos islâmicos fanáticos do Isis.
Com cinismo: Esta chacina surge na altura própria para despertar algumas consciências mais distraídas. Sim porque, convenhamos, uma criança que morre sob os escombros de uma casa bombardeada por gente civilizada, não é comparável a outra criança assassinada por uma horda de bárbaros irracionais.
Iraque
16/08/14
15/08/14
O bth em marcha lenta
Mas isto é no Canadá e o bth está cá!
14/08/14
In Heaven's Bank
12/08/14
Short & silly (5)
Dei por mim a ver o grande especialista em "parafusos sem porcas", Nuno Rogeiro, a sair de um avião de combate e logo a seguir de um submarino nuclear.
Entre os dois episódios ficou cheio de cãs. A guerra é dura!...
11/08/14
09/08/14
Sounds of Saturday CCXXXVII
Marianne Faithfull: Ballad Of The Soldier's Wife (Bertold Brecht - Kurt Weill)
What was sent to the soldier's wife
From the ancient city of Prague ?
From Prague came a pair of high heeled shoes,
With a kiss or two came the high heeled shoes
From the ancient city of Prague.
What was sent to the soldier's wife
From Oslo over the sound ?
From Oslo he sent her a collar of fur,
How it pleases her, the little collar of fur
From Oslo over the sound.
What was sent to the soldier's wife
From the wealth of Amsterdam ?
From Amsterdam, he got her a hat,
She looked sweet in that,
In her little Dutch hat
From the wealth of Amsterdam.
What was sent to the soldier's wife
From Brussels in Belgian land ?
From Brussels he sent her the laces so rare
To have and to wear,
All those laces so rare
From Brussels in Belgian land.
What was sent to the soldier's wife
From Paris, city of light ?
From Paris he sent her a silken gown,
It was ended in town, that silken gown,
From Paris, city of light.
What was sent to the soldier's wife
From the South, from Bucharest ?
From Bucharest he got her this shirt
Embroidered and pert, that Rumanian shirt
From the South, from Bucharest.
What was sent to the soldier's wife
From the far-off Russian land ?
From Russia he sent her a widow's veil
For her dead to bewail in her widow's veil
From the far-off Russian land,
From the far-off Russian land.
Labels:
Bertold Brecht,
Kurt Weil,
Marianne Faithfull,
Sonoridades
08/08/14
Not so short, but still silly (4)
Tinha decido aproveitar esta série de mega-concertos musicais que vão acontecendo no país sem conserto, para escrevinhar uma croniqueta e especular a propósito, quando dei por mim a murmurar para a abotoadura: “Quem te manda a ti sapateiro tocar rabecão?!”, tu que nada sabes de consertos e muito menos de concertos (destes).
Foi à minha avó avó me ensinou o adágio popular. Ela que também se fartou de pular nos anos vinte do século passado, enquanto dançava ao som da canção que dizia ”Mamã compra-me uns sapatos que estes já estão gastos de dançar Charleston”.
Reconheço pois, que se trata de uma onda que me passa a latere e eu também lhe passo ao lado e bem longe, por causa dos engarrafamentos.
Convém todavia esclarecer que nada tenho contra os concertos, já que, quando não há sintonia, a minha liberdade de gosto acaba onde começa a dos outros, desde que me poupem o equilíbrio do sistema auditivo.
Aliás, também assisti a alguns bem empolgantes na era “pré-roda”. Hoje recolho-me em espaços fechados, género CCB, Culturgest, Coliseu, etc. Em vários géneros de música e com audiências compostas por gente de idades várias: vinte, trinta, quarenta, cinquenta, cinquenta, cinquenta... quando se chega aqui, os anos parecem um disco riscado, não avançam.
Não sou um melómano, nem sequer um conhecedor de música, mas tenho as minhas preferências perfeitamente definidas, que extravasam largamente as que vou "tocando" no blogue.
Aliás, também assisti a alguns bem empolgantes na era “pré-roda”. Hoje recolho-me em espaços fechados, género CCB, Culturgest, Coliseu, etc. Em vários géneros de música e com audiências compostas por gente de idades várias: vinte, trinta, quarenta, cinquenta, cinquenta, cinquenta... quando se chega aqui, os anos parecem um disco riscado, não avançam.
Não sou um melómano, nem sequer um conhecedor de música, mas tenho as minhas preferências perfeitamente definidas, que extravasam largamente as que vou "tocando" no blogue.
07/08/14
04/08/14
Da banca e da urologia
Nos mictórios da Islândia os homens podiam urinar sobre retratos de banqueiros responsáveis pelo colapso do sistema financeiro.
A diferença entre aquele país e em Portugal, no ambito da urologia, é óbvia e ululante: Lá mijavam nos banqueiros, cá ainda se mijam com a Banca.
Isto é novo
.Isto agora é novo: Antigamente as fortunas passavam do pai para o filho e continuavam no Espírito Santo. Ámen.
Santa ignorância
Santa ignorância a minha que sei tanto de banca como de religião. Vejam bem que cheguei a pensar que o anúncio do Novo Banco que vai suceder ao Espírito Santo iria ser feito por D. Manuel Clemente.
03/08/14
Short & silly (3)
Caminhava eu, simples mortal, por uma rua aqui da periferia, quando, de supetão, me saltam ao caminho, dois crachás pendurados em dois homens, vestidos à senhor, com caras de menino e sorrisos de idiota, que me perguntam num português macarrónico, supostamente aprendido numa universidade da América profunda, se eu gostava de saber como iria viver "os últimos dias".
Resposta imediata e sem direito a réplica: Get Lost! Go home!
Apostila: Por vezes também formam pares mistos. Basta imaginarem as figuras da ministra Cristas com trancinhas, lado a lado, com o futuro comissário Moedas em versão XL.
02/08/14
Espertalhões!
Espertalhões! Aproveitam o fim-de-semana porque o Banco está entregue aos seguranças, logo, é mais fácil.
01/08/14
Not so short, but still silly (2)
Foram tantos os anos a usar gravata que ainda hoje se interroga sobre o que aconteceu primeiro, se foi o pai a iniciá-lo no ritual do nó (assimétrico claro, nada de estilo chamuça à Cavaco...) ou a mãe a mudar-lhe as fraldas.
Também usou aquelas calças muito largas em baixo, mais largas do que as saias das apresentadoras do euro milhões, apesar da óbvia diferença de perímetro entre as suas canelas e as coxas delas.
E os casacos de ombros direitos, ou melhor, levantados, que tinham a enorme vantagem de se poderem vestir com o respectivo cabide, sem dar nas vistas.
Nunca se deixou contagiar pela "sumbra" (síndrome do uso da meia branca) e camisas só de riscas azuis ou vermelhas.
Já no que respeita ao calçado, não foi em modas e seguiu rigorosamente as recomendações da podologia, acerca dos malefícios das solas e tacões elevados e da sua influência nefasta no aparecimento dos joanetes que constituíam um verdadeiro calcanhar de Aquiles, para encontrar os sapatos com gáspeas elegantes e berloque à maneira que exigiam solas finas.
Actualmente ainda conserva algum estilo, apenas lhe introduziu um ar um pouco negligé e, claro, pendurou as gravatas, passou a preocupar-se mais com a largura das calças, mas na cintura, e optou definitivamente por sapatos de vela.
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