Todos se lembram da entrada de leão do homem de confiança do Ricardo do BES, o sindicalista (risos) Carlos Silva, actual líder da UGT (ml)*, aquela organização fundada por um individuo com um nome esquisito, um tal Gonelha -com apoio explicito do “centrão” de então e da "Trilateral"- que, mais tarde, foi recompensado e chegou a banqueiro, apesar de não ter logrado partir a espinha a que se tinha proposto.
Pois bem; este novo dirigente de voz de meter medo ao susto e olhar destemido, substituto do inefável, desconchavado e
colaboracionista, o amarelo Proença, já demonstrou que também alterna com perfeição e tem dado bastos sinais de assumir em pleno a histórica ambiguidade daquela organização, quando começou por defender que a precariedade no emprego é preferível ao desemprego,
o que equivale a dizer que, mal por mal, antes na cadeia do que no hospital e depois deu cobertura à manobra capciosa do abominável Crato, na luta dos professores contra a insídia das avaliações.
Mais tarde colocou-se sorrateiramente à disposição do poder para o pós-troyka e agora teve o descoco apregoar o que ainda ninguém comprovou: "A
UGT é hoje um referencial de estabilidade para o país. É à mesa das negociações com o Governo, com os vários ministros,
secretários de Estado e empresários que temos conseguido encontrar soluções".
Ah grande Carlos! Se não fosse o sibilar a menos e o bigode a mais, quase diria que eras um duplo do talentoso capataz que te precedeu.
Não tardará muito, para te vermos brilhar na concertação, i. é, a exercitar cabriolices na arte da genuflexão perante o patrão e a
governação e, claro, a a(ssa)ssinar de cruz.
* (ml) de malandrice...



