Já por diversas vezes escrevi aqui sobre Joseph Ratzinger, aka, Bento XVI, e, importa confessar(-me), em nenhuma delas se pode dizer que o discurso teve um registo apologético.
Agora que o chefe da ICAR anunciou, urbi et orbi, que irá renunciar, consta que a cúria terá recebido a notícia com surpresa. Não sei, nem estou verdadeiramente interessado, são assuntos que me passam a latere.
Todavia, decidi, uma vez mais, dar para a quermesse e trazer à colação, a figura do Sumo Pontífice para sublinhar, sem receio de penitência, um episódio patético, que, pela a sua absurdidade, provocou um enorme espanto e contraria o eventual aggiornamento de que se falou nos últimos anos, uma vez que Ratzinger manteve a posição de que os católicos divorciados, quando voltam a casar, devem passar a viver como irmãos
Desconheço qual o grau de conhecimento que os Papas têm sobre a vida intima dos casais, mas sendo suposto que a prática de relações sexuais é natural entre cônjuges, a posição papal, pode ser interpretada como uma tentativa para justificar o "pecado" de incesto dos filhos de Adão e Eva, implícito na Teoria do Criacionismo.
A propósito e para concluir, apenas acrescento que o único Papa que seria capaz de me despertar algum interesse seria, sem dúvida, João Paulo I, mas esse morreu (ou fizeram-no morrer...) após escassos 33 dias de pontificado
Poderá também ter interesse em: Com sombra de... De marca O visitante
,