Confrontado num debate na televisão, com o perigo da líder ultra-nacionalista Marine Le Pen chegar ao poder em França, Jaime Nogueira Pinto, um dos fascistas de serviço, -ele próprio dixit- tergiversou em volta do tema, justificando que o nacionalismo tem a ver com a nação e que nos dias de hoje emergem muitos movimentos a reclamarem-se dele, metendo no mesmo saco, com subtileza inquietante, situações muito diferentes.
Uma coisa que não conseguiu, ou não quis, disfarçar, foi o gozo interior que, subliminarmente, lhe escapava pela comissura dos lábios e pelo brilho no olhar.