02/05/13

Sacha, hoje de novo e sempre

O Sacha não usava coleira em casa, não gostava. Na rua não se importava, porque sabia que esse adereço fazia parte das regras do jogo, apesar de nunca ter percebido porque é que certos homens -que não eram como ele- não a usavam.
Em casa, dizia-me ele, entre duas lambidelas, à volta do meu pescoço só o teu braço de fiel companheiro.

11 comentários:

Um Jeito Manso disse...

Que impressão me fez ler. Memórias tão próximas das que tenho da minha querida boxer, de pelo macio, olhos doces, amiga sempre presente. Eu não consigo ainda escrever sobre ela, acho que, se tentasse, ia chorar sem discernimento, cheia de saudades. Agora que estou aqui a comentar olho para o cantinho aqui na sala, onde ela se deitava numa almofada macia, aconchegada para passar a noite. Mudei um pouco a disposição da sala para que a falta dela não fosse tão dolorosa mas sei bem que naquele canto ela me olhava com olhos doces.

Por isso, compreendo muito bem a falta que sente do seu amigo Sacha.

Mar Arável disse...

Não deixamos morrer

os nossos mortos

Abraço

Urban Cat disse...

A doce e eterna saudade...

Helena disse...

Nunca os esquecemos!
É assim mesmo.
Abraço amigo!

Fê blue bird disse...

Tenho a certeza meu amigo que não encontrará amigo mais fiel do que o seu Sacha.

beijinho

maceta disse...

sei que é possível falar com eles e ser compreendido; acredito que são inteligentes e têm alma tambem...e, o pior, é que deixam uma saudade sem consolo.

GL disse...

Só quem ama - mas ama verdadeiramente, sem limites! - os nossos amigos incondicionais, aqueles que nada pedem, aqueles que se dão numa entrega absoluta, sem reservas, só esses, dizia, compreendem a sua saudade.
A minha companheira de uma vida, aquela que sabia quando a tristeza me afligia, aquela que sabia o quão importante era para mim a sua presença, aquela que ronronava (sim, era uma gata) para me ver sorrir, aquela que me seguia da mesma forma(?) que o seu Sacha, aquela que também já me deixou, aquela que deixou um vazio imenso, um vazio que o tempo não cura.
Por essa - e sem qualquer espécie de pieguice -, por essa ainda hoje choro.

Passado algo tempo arranjei outro amigo, agora um amigo de raça canina. Gosto muito dele, se gosto, mas...?
... mas a saudade imensa da minha amiga mantém-se.

Um abraço grande.
(Pena que não seja do Sacha!)

jrd disse...

De novo tanta emoção.
Quem mais senão o Sacha poderia merecer comentários tão bonitos.
Obrigado pela vossa presença.
Abraços

Rogério G.V. Pereira disse...

Os cães, são menos cães
Que os cães que mordem
Quem dera a humanidade
dos cães que nos comovem

Hoje assina

O rafeiro, do senhor engenheiro

dulcehelenaguerreiro disse...

Que bom ter o Sacha consigo
Ficou com a intensidade, herdou-a em ternura :)

jrd disse...

Rogério,
Poeta certeiro, o rafeiro do senhor engenheiro.

dgp,
O Sacha está sempre comigo nos bons e nos maus tempos.

Abraços